Preço da gasolina e inflação nos EUA pressionam vendas de doces no Halloween
Fabricantes de chocolate apontam queda nas vendas em lojas de conveniência devido ao impacto do custo dos combustíveis e da inflação no orçamento das famílias.

A Hershey, maior fabricante de chocolates dos Estados Unidos, registrou uma queda de 5% nas vendas de doces em lojas de conveniência durante o mês de setembro. A tendência de retração se manteve em outubro, período em que os consumidores americanos enfrentam o impacto da inflação e a alta nos preços dos combustíveis, que chegaram a uma média de 4,29 dólares por galão, valor 40% superior ao registrado no ano anterior. Segundo o diretor financeiro da companhia, Dave Hulays, as famílias estão realizando escolhas mais cautelosas e migrando para canais de compra alternativos, como atacados e comércio eletrônico.
Os dados da empresa mostram que o volume de produtos vendidos recuou cerca de 10 pontos percentuais no terceiro trimestre, embora a receita líquida tenha crescido 3%, atingindo 3,28 bilhões de dólares, devido a aumentos nos preços dos itens. Em resposta ao cenário, a Hershey revisou sua projeção de crescimento orgânico das vendas líquidas para o ano, fixando-a em cerca de 3%. O setor de doces como um todo apresentou queda de 6,7% nas vendas para o Halloween até o dia 17 de outubro, conforme levantamento da NielsenIQ.

Apesar da cautela, a National Retail Federation projeta que os gastos totais com o Halloween alcancem 13,5 bilhões de dólares em 2025, superando os 13,1 bilhões do ano anterior. A previsão é que 4,1 bilhões de dólares sejam destinados especificamente à compra de doces. Contudo, o custo desses produtos permanece elevado para o consumidor, com pacotes de 100 unidades custando em média 16,96 dólares, uma alta de 71% comparado aos valores praticados em 2021.
Sobre a matéria-prima, a empresa informou que o mercado de cacau apresenta estoques mais estáveis após um período de volatilidade causado por problemas logísticos e climáticos. O CEO da Hershey, Kirk Tanner, destacou que cerca de 35% das vendas sazonais ocorrem na última semana antes da data comemorativa. A companhia aposta agora no envio de um volume maior de produtos para os pontos de venda e no lançamento de embalagens menores para atrair consumidores sensíveis a preços, visando um fechamento positivo para a temporada.
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