Domingo, 4 de outubro de 2026

Por que o governo brasileiro não quer classificar facções criminosas como organizações terroristas

Após muito barulho até agora por nada, com o embate entre o governo Lula e a oposição em torno do tema urgente da segurança pública, as principais iniciativas legislativas de combate ao crime organiza...

Por Reprodução24/02/2026 às 18:002 min de leitura
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook
Por que o governo brasileiro não quer classificar facções criminosas como organizações terroristas
Imagem: Reprodução

Após muito barulho até agora por nada, com o embate entre o governo Lula e a oposição em torno do tema urgente da segurança pública, as principais iniciativas legislativas de combate ao crime organizado e às facções criminosas apresentadas em 2025 seguem em compasso de espera no Congresso Nacional neste início de 2026. O cenário de paralisia reflete não apenas a polarização ideológica que domina Brasília entre esquerda e direita, mas um abismo conceitual sobre como o Estado deve enfrentar organizações que controlam territórios e economias paralelas em todo o país. De olho nas eleições deste ano, tanto integrantes do governo Lula, PT e aliados quanto siglas, parlamentares e governadores da oposição procuram marcar posição em relação ao tema que mais promete mobilizar votos — de acordo com pesquisa do instituto Quaest divulgada em janeiro, a violência é a maior preocupação em relação ao Brasil atual, com 38% das respostas, acima de problemas na educação, saúde e economia.

O principal exemplo da paralisia dos governantes é a disputa em torno do Projeto de Lei 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, apresentado pelo governo Lula ao Congresso Nacional no final do ano passado. Após idas e vindas na Câmara dos Deputados, onde foi relatado pelo deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas-SP) — que deixou o cargo de secretário da Segurança Pública no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) em São Paulo para dedicar-se ao projeto e assim assumir um protagonismo no assunto da segurança pública na véspera do ano eleitoral — está parado de novo na Câmara.

Após muita pressão de todos os lados, inclusive de aliados, Derrite apresentou nada menos que cinco versões do texto antes de ser votado o texto final de consenso, que supostamente contemplava alguns dos principais pleitos do governo Lula e da oposição. Entre eles, estava a retirada da equiparação das facções a grupos terroristas, incluída por Derrite em uma das versões do texto e que teve a retirada exigida pelo governo federal, além da manutenção da autonomia das polícias estaduais, um pleito da oposição.

Fique por dentro das principais notícias no WhatsApp

Receba em primeira mão alertas de política, economia e TV ao vivo.

Quero receber
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook

Leia Também