Por que o governo brasileiro não quer classificar facções criminosas como organizações terroristas
Após muito barulho até agora por nada, com o embate entre o governo Lula e a oposição em torno do tema urgente da segurança pública, as principais iniciativas legislativas de combate ao crime organiza...

Após muito barulho até agora por nada, com o embate entre o governo Lula e a oposição em torno do tema urgente da segurança pública, as principais iniciativas legislativas de combate ao crime organizado e às facções criminosas apresentadas em 2025 seguem em compasso de espera no Congresso Nacional neste início de 2026. O cenário de paralisia reflete não apenas a polarização ideológica que domina Brasília entre esquerda e direita, mas um abismo conceitual sobre como o Estado deve enfrentar organizações que controlam territórios e economias paralelas em todo o país. De olho nas eleições deste ano, tanto integrantes do governo Lula, PT e aliados quanto siglas, parlamentares e governadores da oposição procuram marcar posição em relação ao tema que mais promete mobilizar votos — de acordo com pesquisa do instituto Quaest divulgada em janeiro, a violência é a maior preocupação em relação ao Brasil atual, com 38% das respostas, acima de problemas na educação, saúde e economia.
O principal exemplo da paralisia dos governantes é a disputa em torno do Projeto de Lei 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, apresentado pelo governo Lula ao Congresso Nacional no final do ano passado. Após idas e vindas na Câmara dos Deputados, onde foi relatado pelo deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas-SP) — que deixou o cargo de secretário da Segurança Pública no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) em São Paulo para dedicar-se ao projeto e assim assumir um protagonismo no assunto da segurança pública na véspera do ano eleitoral — está parado de novo na Câmara.
Após muita pressão de todos os lados, inclusive de aliados, Derrite apresentou nada menos que cinco versões do texto antes de ser votado o texto final de consenso, que supostamente contemplava alguns dos principais pleitos do governo Lula e da oposição. Entre eles, estava a retirada da equiparação das facções a grupos terroristas, incluída por Derrite em uma das versões do texto e que teve a retirada exigida pelo governo federal, além da manutenção da autonomia das polícias estaduais, um pleito da oposição.
Fique por dentro das principais notícias no WhatsApp
Receba em primeira mão alertas de política, economia e TV ao vivo.
Leia Também

Tempestades no Paraná deixam mais de 200 mil imóveis sem energia
Temporal com ventos de até 140 km/h atinge o Paraná e afeta o fornecimento de energia elétrica durante o dia de votação.

Quatro eleitores morrem após passarem mal em locais de votação no primeiro turno
Quatro eleitores entre 60 e 75 anos faleceram após sofrerem mal súbito em seções eleitorais durante o primeiro turno das eleições deste domingo, 4.

Eleições 2026: saiba quem tem prioridade na fila e quais documentos levar para votar
O Tribunal Superior Eleitoral estabelece regras de preferência no atendimento e lista os documentos oficiais exigidos para a votação deste domingo.

Eleitores devem apresentar documento oficial com foto para votar no domingo
Justiça Eleitoral exige documento oficial com foto e proíbe celulares na cabine de votação no primeiro turno das eleições neste domingo.