Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Por que Caiado não tem apoio explícito de governadores do PSD na corrida presidencial

O pré-candidato à Presidência da República do PSD, Ronaldo Caiado, foi escolhido pelo partido para representar uma alternativa à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presiden...

Por Reprodução04/05/2026 às 12:002 min de leitura
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Por que Caiado não tem apoio explícito de governadores do PSD na corrida presidencial
Imagem: Reprodução

O pré-candidato à Presidência da República do PSD, Ronaldo Caiado, foi escolhido pelo partido para representar uma alternativa à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial deste ano, mas não tem garantia da adesão total dos governadores da sigla para a construção do palanque nacional. O PSD passou a ser o partido com mais governadores no país após as filiações de mais quatro mandatários no último ano, em movimento coordenado pelo cacique Gilberto Kassab. Caiado foi o escolhido da sigla após o governador mais cotado abandonar o projeto presidencial às vésperas do anúncio oficial.

O paranaense Ratinho Junior desistiu da pré-candidatura ao Palácio do Planalto e a disputa interna do PSD ficou entre o goiano e o governador gaúcho, Eduardo Leite, sendo que Kassab escolheu o pré-candidato mais à direita. O governador do Rio Grande do Sul — que fará campanha para a eleição estadual do vice, Gabriel Souza (MDB-RS) — condiciona o apoio a Caiado ao debate político de pontos divergentes. Entre o trio de governadores presidenciáveis de Kassab, Leite era o mais crítico em relação às pautas da direita ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como a anistia dos condenados pela suposta tentativa de golpe de Estado.

No lançamento da pré-candidatura, Caiado prometeu a anistia “ampla, geral e irrestrita” se vencer a eleição à Presidência da República, como forma de pacificação do país. “Eu entendo que a intenção dele é superar o histórico recente da política nacional. Ele entende que a anistia seria um caminho, eu divirjo, acho que não é.

A anistia interrompe a conversa com uma parte importante da população, que entende que quem conspirou contra a democracia precisa ter uma punição”, disse Leite em entrevista à GloboNews.

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