Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Por que as araucárias gigantes estão caindo no Sul do Brasil?

Por Gazeta do Povo Lab Por Morgana Bressiani 30/07/2026 às 16:09 Pesquisas recentes revelam que o solo encharcado por chuvas prolongadas, intensificadas pelo fenômeno El Niño, é a principal causa do t...

Por Reprodução30/07/2026 às 18:003 min de leitura
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook
Por que as araucárias gigantes estão caindo no Sul do Brasil?
Imagem: Reprodução

Por Gazeta do Povo Lab Por Morgana Bressiani 30/07/2026 às 16:09 Pesquisas recentes revelam que o solo encharcado por chuvas prolongadas, intensificadas pelo fenômeno El Niño, é a principal causa do tombamento de araucárias gigantes no Sul do país. O alerta surgiu após quedas emblemáticas no Paraná e em Santa Catarina, mobilizando especialistas para monitorar as árvores monumentais que restam e preservar o DNA dessas espécies centenárias. As maiores araucárias conhecidas estão concentradas na Região Sul, em estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O destaque atual é o 'Pinheirão', localizado em uma fazenda em São Joaquim (SC), que possui mais de 39 metros de altura e um tronco com 3,25 metros de diâmetro. Outras árvores monumentais podem ser encontradas em parques públicos, áreas de pesquisa da Embrapa e propriedades particulares em cidades como Canela (RS), Cruz Machado (PR) e Fraiburgo (SC). Diferente do que muitos acreditam, estudos científicos mostram que o vento raramente atinge a força necessária para romper o tronco dessas gigantes.

O verdadeiro vilão é o solo saturado. As araucárias gigantes costumam viver em solos argilosos, que retêm muita água. Quando chove por muitos dias seguidos, o solo perde sua coesão e vira uma espécie de lama, fazendo com que as raízes percam a sustentação e a árvore tombe pelo próprio peso, mesmo sem ventanias extremas.

Em anos de El Niño, o padrão de chuvas muda no Sul do Brasil. Em vez de tempestades isoladas que dão tempo para o solo secar, ocorrem sequências prolongadas de dias chuvosos. Esse acúmulo de água mantém a terra constantemente encharcada, aproximando o solo do seu 'limite de liquidez'.

Quando o terreno fica mole demais por semanas, árvores que resistiram por séculos acabam cedendo à instabilidade do solo. Especialistas defendem estratégias de manejo preventivo, como a melhoria da drenagem em locais onde a água costuma acumular e o monitoramento constante da umidade do solo ao redor das árvores. Além disso, o uso de tecnologias como a tomografia nos troncos permite avaliar a saúde interna das árvores sem feri-las.

Para os exemplares que já caíram, pesquisadores estão recorrendo à clonagem para garantir que o material genético dessas gigantes não se perca para sempre. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

Fique por dentro das principais notícias no WhatsApp

Receba em primeira mão alertas de política, economia e TV ao vivo.

Quero receber
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook

Leia Também