Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Por que a rã que “muge como boi” virou caso de alerta máximo em Florianópolis

Uma rã gigante que “muge como boi” levou Florianópolis (SC) a acionar o alerta máximo ambiental no bairro Ratones, no norte da ilha. A rã‑touro (Aquarana catesbeiana), espécie exótica invasora de orig...

Por Reprodução30/06/2026 às 18:002 min de leitura
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Por que a rã que “muge como boi” virou caso de alerta máximo em Florianópolis
Imagem: Reprodução

Uma rã gigante que “muge como boi” levou Florianópolis (SC) a acionar o alerta máximo ambiental no bairro Ratones, no norte da ilha. A rã‑touro (Aquarana catesbeiana), espécie exótica invasora de origem norte‑americana, está sendo mapeada e monitorada pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) desde 2025, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e órgãos como Ibama, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Classificada na categoria 1 da Resolução Consema nº 272/2025, que reúne a fauna exótica invasora sob vigilância no estado, a espécie é tratada como um risco potencial para a fauna nativa de áreas sensíveis como o manguezal do bairro.

O primeiro registro oficial da rã‑touro em Florianópolis foi confirmado em outubro do ano passado, em uma propriedade em Ratones. “A partir desse primeiro registro, realizamos o mapeamento das áreas de ocorrência e iniciamos ações de monitoramento e captura da espécie, atuando de forma preventiva para evitar sua dispersão e reduzir impactos sobre a fauna nativa”, explica a bióloga da Floram, Priscilla Tamioso. Desde então, foram desenvolvidas duas ações de campo, em novembro de 2025 e março de 2026, que resultaram na captura de 11 animais, entre juvenis e adultos, com presença confirmada em três propriedades do bairro.

Segundo a instituição, o trabalho na região segue uma lógica de “detecção precoce e resposta rápida”. “Quando uma espécie exótica é identificada logo no início, é possível compreender melhor a situação, mapear sua ocorrência e tomar decisões fundamentadas, em parceria com as demais instituições e com a comunidade”, afirma o presidente da fundação, Fábio Henrique Machado. Os animais capturados foram encaminhados ao Laboratório de Herpetologia da UFSC para análises, incluindo testagem para patógenos como o ranavírus e o fungo da quitridiomicose.

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