Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Por que a atemoia está ganhando tanto espaço no mercado brasileiro?

Por Gazeta do Povo Lab Por Luciana Cristo 11/07/2026 às 14:35 A atemoia consolidou-se como um item frequente nos hortifrutis brasileiros, impulsionada por polos produtivos no Sudeste que garantem ofer...

Por Reprodução11/07/2026 às 18:003 min de leitura
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Por que a atemoia está ganhando tanto espaço no mercado brasileiro?
Imagem: Reprodução

Por Gazeta do Povo Lab Por Luciana Cristo 11/07/2026 às 14:35 A atemoia consolidou-se como um item frequente nos hortifrutis brasileiros, impulsionada por polos produtivos no Sudeste que garantem oferta quase o ano todo. Unindo o doce da pinha à resistência da cherimoia, a fruta híbrida ganha força pelo sabor e maior durabilidade nas prateleiras. Ela é um híbrido, ou seja, uma fruta criada a partir do cruzamento entre duas espécies: a pinha (também chamada de fruta-do-conde) e a cherimoia.

O objetivo do cruzamento, feito inicialmente nos Estados Unidos em 1908, era unir a doçura e produtividade da pinha com a resistência ao frio e o sabor diferenciado da cherimoia, uma fruta típica da região dos Andes. Visualmente, a atemoia tem a superfície mais lisa e uniforme, enquanto a pinha possui gomos bem saltados que se abrem quando ela madura. No paladar, a atemoia é mais firme, tem menos sementes e equilibra o açúcar com uma leve acidez.

Para o comércio, a grande vantagem é que ela resiste melhor ao transporte e demora mais para estragar, reduzindo o desperdício no mercado. A produção brasileira está concentrada principalmente na região Sudeste. O estado de São Paulo é a maior referência técnica, com polos em cidades como Jarinu, Atibaia e Pilar do Sul.

Minas Gerais também é um produtor de peso, especialmente os municípios de Turvolândia e Jaíba. Essa diversidade de regiões, com climas variados, permite que a fruta chegue ao consumidor durante quase todos os meses do ano. Sim, ela é rica em vitamina C, potássio e fibras, sendo uma boa fonte de energia.

No entanto, por ter um alto índice de carboidratos, quem precisa controlar a glicemia deve consumi-la com moderação para evitar picos de açúcar no sangue. Um detalhe fundamental: as sementes nunca devem ser mastigadas ou ingeridas, pois possuem compostos que podem fazer mal à saúde. Embora o Brasil já tenha exportado cerca de 1.

300 toneladas em 2025 para países como Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, o volume enviado para fora ainda é pequeno se comparado ao sucesso que a fruta faz no mercado interno. A prioridade atual dos produtores continua sendo o abastecimento das gôndolas nacionais, onde a demanda e o consumo seguem em plena expansão. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.

Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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