Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Polícia investiga denúncia de estupro coletivo contra aluno em banheiro de escola em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo investiga a denúncia de estupro coletivo contra um aluno de 12 anos dentro do banheiro de uma escola estadual na zona norte da capital, em 27 de fevereiro. O caso foi regi...

Por Reprodução11/03/2026 às 18:003 min de leitura
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Polícia investiga denúncia de estupro coletivo contra aluno em banheiro de escola em São Paulo
Imagem: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo investiga a denúncia de estupro coletivo contra um aluno de 12 anos dentro do banheiro de uma escola estadual na zona norte da capital, em 27 de fevereiro. O caso foi registrado como estupro de vulnerável e é tratado sob sigilo por envolver vítimas e suspeitos menores de idade. De acordo com o relato da família, apurado pela Folha de São Paulo, o menino teria sido abusado por quatro adolescentes, colegas mais velhos que cursam o 7º e o 9º ano na mesma unidade.

A dinâmica do crime, segundo narrado à polícia, ocorreu durante o período de aulas, quando o estudante foi ao banheiro e foi abordado pelos suspeitos. Um colega de sala, que percebeu a movimentação estranha de outros estudantes, foi até o local, retirou o menino do banheiro e, desconfiado, contou o que tinha visto ao irmão mais velho da vítima. Em casa, a mãe notou uma mudança brusca de comportamento do filho ao retornar da escola naquele dia.

Preocupada, ela questionou o filho mais velho, que então relatou a história contada pelo colega. A partir disso, a família conseguiu que o menino detalhasse o que havia acontecido no banheiro, apontando os adolescentes que teriam participado da violência. Com essas informações, os responsáveis decidiram registrar o boletim de ocorrência, que acabou tipificado como estupro de vulnerável.

Alguns dias depois, em 2 de março, a mãe foi à escola para cobrar explicações e medidas por parte da direção. A gestão da unidade convocou responsáveis por ao menos dois dos adolescentes suspeitos e realizou uma reunião interna para tratar do episódio. Nesse encontro, segundo a mãe, um dos adolescentes dirigiu-se à vítima e pediu que ele “pensasse bem” no que iria contar, insinuando que poderia agredi-lo na saída caso mantivesse a denúncia.

A ameaça aumentou o temor da família e reforçou a decisão de insistir na apuração do caso. Em nota à imprensa, a Secretaria de Segurança Pública de SP (SSP-SP) informou que o caso foi registrado no 46º DP (Perus) e encaminhado para o 74º DP, área onde os fatos ocorreram. A vítima será ouvida no distrito policial juntamente com a responsável para maiores esclarecimentos.

Por conta da idade dos envolvidos e a natureza do crime, os “detalhes estão sendo preservados”, diz a SSP. Também em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) lamentou o ocorrido e disse que “repudia toda e qualquer forma de violência e abuso, dentro ou fora das escolas”. A secretaria afirmou que a Unidade Regional de Ensino Norte 1 instaurou uma apuração sobre a conduta da gestão em relação aos fatos.

"Assim que recebeu a denúncia, a equipe gestora acionou o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos estudantes. Um boletim de ocorrência também foi registrado", diz o comunicado. Ainda de acordo com as informações da Secretaria de Educação, equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, estiveram na unidade escolar para acompanhar a situação e orientar a equipe escolar.

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