Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Pesquisadora diz que fará correção em controverso estudo sobre polilaminina

A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável por um estudo que investiga a polilaminina como possível tratamento para lesões na medula espinhal, afirmou que fará correções no artigo científico que apre...

Por Reprodução07/03/2026 às 18:002 min de leitura
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Pesquisadora diz que fará correção em controverso estudo sobre polilaminina
Imagem: Reprodução

A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável por um estudo que investiga a polilaminina como possível tratamento para lesões na medula espinhal, afirmou que fará correções no artigo científico que apresenta os primeiros testes em humanos. A informação foi revelada em reportagem exclusiva do G1. Segundo Sampaio, o texto passará por uma revisão geral, com ajustes na apresentação de dados, correções técnicas e mudanças na forma como os resultados foram descritos.

O estudo foi divulgado em fevereiro de 2024 como pré-print — versão preliminar de um artigo científico publicada antes da revisão por outros pesquisadores. “Esse pré-print eu coloquei assim no momento. Pensei: ‘isso aí não vai dar ibope, vou deixar lá só para registrar que a gente fez isso em algum momento’.

Mas ele não estava bem escrito”, disse a pesquisadora ao G1. A pesquisa reúne duas décadas de estudos conduzidos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e inclui uma fase experimental iniciada em 2018 com oito pacientes humanos com lesão medular. Antes disso, a substância havia sido testada em cães.

A polilaminina é uma proteína derivada da laminina, molécula presente naturalmente nos tecidos do corpo, e a hipótese é que sua aplicação na medula lesionada possa estimular a regeneração de conexões nervosas. O trabalho ganhou grande repercussão no início de 2026, quando a pesquisadora passou a dar entrevistas ao lado de Bruno Drummond, um dos pacientes que participou do estudo e voltou a andar após sofrer uma lesão medular. De acordo com a pesquisadora, as mudanças não alteram os dados nem as conclusões do estudo, mas visam melhorar a forma de apresentação das informações.

Entre os ajustes apontados por ela estão: Tatiana Sampaio também afirmou que uma versão revisada do estudo já foi submetida a duas revistas científicas — Springer Nature e Journal of Neurosurgery —, mas foi rejeitada. Agora, ela trabalha em um novo manuscrito para tentar publicar os resultados.

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