Domingo, 1 de novembro de 2026

Pesquisa cria inteligência artificial para detectar e localizar infartos graves

Ferramenta desenvolvida por USP e universidade sueca analisa eletrocardiogramas para identificar obstruções totais nas artérias coronárias.

Por Redação WebTV Brasil01/11/2026 às 09:022 min de leitura
Fonte: Poder360 (Leia)
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Pesquisa cria inteligência artificial para detectar e localizar infartos graves
Imagem: Poder360

Uma nova ferramenta de inteligência artificial desenvolvida em parceria entre pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade de Uppsala, na Suécia, promete auxiliar equipes médicas na identificação rápida do tipo mais letal de infarto do miocárdio. O sistema analisa dados de eletrocardiogramas de 12 derivações para detectar obstruções agudas nas artérias do coração e apontar o local exato do bloqueio.

Segundo o diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, José Eduardo Krieger, o tempo é o principal fator no prognóstico de casos em que a artéria sofre obstrução total e interrompe o fluxo de oxigênio. O projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

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O modelo de inteligência artificial foi treinado com base em 540.372 exames de eletrocardiograma obtidos de 225.884 pacientes atendidos em serviços de emergência na Suécia entre 2005 e 2016. Posteriormente, a validação foi realizada com dados de 401 pacientes atendidos no InCor entre 2017 e 2024, além de bases da Europa e da Universidade Federal de Minas Gerais.

De acordo com os pesquisadores, o sistema atinge índice de assertividade de 96% em exames que apresentam o marcador clássico conhecido como supra-ST. Nos casos em que as alterações não ficam evidentes no traçado convencional, a ferramenta alcançou 82% de precisão na distinção correta da oclusão coronariana.

Os autores do estudo reforçam que a tecnologia tem o objetivo de servir como suporte para o trabalho médico, sem substituir o julgamento clínico ou a interpretação integrada de outros exames. O próximo passo da pesquisa consiste em aprofundar a validação do algoritmo em condições reais de atendimento no InCor antes de buscar eventual autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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