Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Os caciques do Senado que despontam para reeleição em outubro

A eleição deste ano terá o maior índice de senadores em busca da reeleição desde 1994, de acordo com os dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). O estudo aponta que 35 par...

Por Reprodução14/08/2026 às 12:003 min de leitura
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Os caciques do Senado que despontam para reeleição em outubro
Imagem: Reprodução

A eleição deste ano terá o maior índice de senadores em busca da reeleição desde 1994, de acordo com os dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). O estudo aponta que 35 parlamentares vão disputar mais oito anos de mandato entre as 54 cadeiras em disputa no Senado, o que representa quase 65% de recandidaturas. Entre eles, estão nomes conhecidos da política brasileira, como Renan Calheiros (MDB-AL), que ocupa o cargo há mais de 30 anos.

Além de Calheiros, outros caciques do Senado vão disputar as eleições deste ano em estados do Norte e do Nordeste. Senador mais longevo em busca da reeleição, Renan Calheiros fez parte da “República de Alagoas”, o núcleo duro da gestão do ex-presidente Fernando Collor no início da década de 1990, quando ocupou o cargo de líder do governo na Câmara dos Deputados. Durante a crise aberta pelo escândalo PC Farias, Calheiros rompeu com o presidente alagoano, mas votou contra a admissibilidade do processo de impeachment, que culminou na renúncia de Collor.

Calheiros foi eleito senador por Alagoas pela primeira vez em 1994 e assumiu o cargo no ano seguinte. Durante a gestão presidencial do tucano Fernando Henrique Cardoso, o senador comandou o Ministério da Justiça, entre abril de 1998 e julho de 1999. Em 2005, Calheiros se tornou presidente do Senado pela primeira vez e um grande aliado do PT nas gestões de Lula e Dilma Rousseff.

Reeleito para a presidência da Casa, Calheiros foi afastado após enfrentar denúncias no Conselho de Ética do Senado. Ele foi acusado de usar recursos de uma empreiteira para pagar pensão alimentícia da filha que teve com a jornalista Mônica Veloso. Em 2020, ele foi absolvido das acusações de peculato pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na década seguinte, Calheiros voltou a ser eleito presidente do Senado no governo Dilma Rousseff e se tornou réu durante a operação Lava Jato. Em 2023, o STF mudou o entendimento sobre a denúncia aceita quatro anos antes e livrou Calheiros das acusações de corrupção envolvendo a Petrobras. Calheiros passou a ter a companhia de Renan Filho (MDB-AL) no Senado, eleito em 2022.

O filho do ex-presidente da Casa assumiu o cargo no ano seguinte, mas foi nomeado ministro dos Transportes pelo presidente Lula, deixando o cargo no governo federal no início deste ano para disputar a eleição ao governo de Alagoas.

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