Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O que faz desta cidade brasileira o maior complexo hidromineral do planeta

Entre as montanhas da Serra da Mantiqueira, no sul de Minas Gerais, uma cidade de pouco mais de 21 mil habitantes transformou a água em patrimônio, identidade e motor do turismo. Com 21.056 moradores,...

Por Reprodução07/03/2026 às 18:002 min de leitura
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O que faz desta cidade brasileira o maior complexo hidromineral do planeta
Imagem: Reprodução

Entre as montanhas da Serra da Mantiqueira, no sul de Minas Gerais, uma cidade de pouco mais de 21 mil habitantes transformou a água em patrimônio, identidade e motor do turismo. Com 21.056 moradores, segundo Censo do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), Caxambu é considerada o maior complexo hidromineral do planeta.

O reconhecimento se deve a uma única área urbana de Caxambu onde estão concentradas 12 fontes de águas minerais com composições químicas distintas entre si, além de um gêiser de água fria e um balneário histórico em funcionamento. A história da cidade confirma o antigo ditado romano acquae condunt urbes — as águas fundam cidades. Antes da chegada dos europeus, a região era habitada por povos indígenas.

A origem do nome Caxambu tem versões distintas. Pode derivar de termos africanos ligados a instrumentos musicais ou do tupi, significando “água que borbulha”, numa referência direta às nascentes efervescentes. O primeiro registro europeu da área data de 1674, quando o bandeirante Lourenço Castanho Taques avistou o morro de formato cônico que se tornaria símbolo local.

Em 1714, o território era conhecido como Caxambu e integrava a Comarca do Rio das Mortes. As águas minerais foram descobertas por volta de 1814, quando a região ainda era formada basicamente por duas fazendas. A partir daí, iniciou-se um processo que mudaria o destino do povoado.

O naturalista Carl Friedrich Philipp von Martius, integrante da comitiva científica da imperatriz D. Maria Leopoldina que chegou ao Brasil em 1817, analisou as águas e constatou suas propriedades terapêuticas, indicando aplicações médicas. A fama se espalhou.

Em 1861, as fontes e seu entorno foram desapropriados pelo governo da província. Sete anos depois, em 1868, Caxambu recebeu membros da família imperial e personalidades de destaque, entre eles o então Marquês de Caxias e o senador Teófilo Otoni, que teria chegado em estado debilitado e saído recuperado após tratamento com as águas.

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