Terça-feira, 6 de outubro de 2026

O município brasileiro que se tornou polo da produção de etanol de milho

O Brasil produziu 8,3 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/2025. Desse total, a cidade de Sorriso (MT) respondeu por 1 bilhão de litros e liderou a produção nacional, de acordo com dados...

Por Reprodução13/04/2026 às 18:002 min de leitura
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O município brasileiro que se tornou polo da produção de etanol de milho
Imagem: Reprodução

O Brasil produziu 8,3 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/2025. Desse total, a cidade de Sorriso (MT) respondeu por 1 bilhão de litros e liderou a produção nacional, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e da secretaria de Agricultura do município. O avanço do biocombustível no estado mato-grossense reflete também o desempenho das usinas de Lucas do Rio Verde, Sinop e Primavera do Leste.

O estado utilizou 12,5 milhões de toneladas de milho para moagem na produção de etanol na última safra 2024/2025, com projeção de aumento para 13,5 milhões de toneladas na atual, conforme a União Nacional do Etanol de Milho (Unem). Das 27 biorrefinarias de etanol de milho em operação no país, 13 operam em Mato Grosso. O estado de Goiás ocupa a segunda posição, com cinco unidades.

Entre as 30 usinas previstas, outras 12 devem se instalar em território mato-grossense, segundo levantamento da Unem. A instalação de novas unidades deve elevar a produção nacional para 16,63 bilhões de litros em 2034, segundo cálculo da Unem. “Mais de 40% do milho produzido em Sorriso permanece na própria região, direcionado às biorrefinarias.

Elas criaram concorrência com os mercados interestadual e externo e elevaram o valor do milho”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Clóvis Picolo Filho. A produção acompanha a política de mistura obrigatória de etanol na gasolina, hoje fixada em 30%. “O volume de investimentos e a crescente produção viabilizam o aumento da mistura para 35%”, afirma o presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, ao citar a meta aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, com implementação prevista a partir de 2029.

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