Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O mercado das pedras preciosas brasileiras que passam por leilões bilionários

Uma esmeralda de 142 quilos encontrada na Serra da Carnaíba, na Bahia, vai a leilão no próximo mês com lance inicial de R$ 79,8 milhões. Batizada de Selena, a pedra é classificada por gemólogos como "...

Por Reprodução03/05/2026 às 18:003 min de leitura
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O mercado das pedras preciosas brasileiras que passam por leilões bilionários
Imagem: Reprodução

Uma esmeralda de 142 quilos encontrada na Serra da Carnaíba, na Bahia, vai a leilão no próximo mês com lance inicial de R$ 79,8 milhões. Batizada de Selena, a pedra é classificada por gemólogos como "raridade absoluta" — um conglomerado de berilo verde que preserva sua formação geológica original. O gemólogo e perito da Bid Leilão, Cesar Augusto Maia, classifica o material como um “testemunho geológico” singular e destaca sua raridade.

“Selena reúne características geológicas, dimensão e integridade que a colocam em um patamar único no mundo. Não é apenas um ativo mineral, é uma peça de valor científico, histórico e colecionável.” E esta é apenas a ponta de um mercado bilionário: nos últimos meses, esmeraldas gigantes brasileiras foram avaliadas em até R$ 2 bilhões, com leilões movimentando centenas de milhões e compradores árabes, europeus e chineses disputando exemplares únicos extraídos do solo nacional.

A valorização reflete um momento específico do setor: esmeraldas baianas de grande porte viraram ativos de investimento internacional, com exemplares de 69 quilos arrematados por R$ 50 milhões (grupo árabe) e uma peça de 137 quilos leiloada pela Receita Federal por R$ 175 milhões. Apenas em exportações de gemas, o Brasil movimentou US$ 18 milhões no primeiro trimestre de 2026 — e o mercado interno, dominado por leilões de pedras brutas, multiplica esse valor várias vezes. A pedra da Serra da Carnaíba prestes a ser leiloada mede 94 centímetros de largura, 67 de altura e 28 de profundidade.

A descrição no site do leilão informa: "canga de esmeralda, conglomerado composto de berilo e xisto, apresentando um corpo horizontal de xisto salpicado com cristais hexagonais de berilo, esmeraldas, bem preservados". De acordo com o Instituto Brasileiro Gemas e Metais Preciosos (IBGM), a Bahia é referência brasileira em produção de esmeraldas de grande porte, geralmente comercializados por meio de leilões. Em dezembro do ano passado, um leilão em Salvador ofertou uma esmeralda de 69 quilos com lance inicial de R$ 100 milhões.

Avaliada em cerca de R$ 1,15 bilhão, a canga de esmeralda teve origem em Pindobaçu, região norte do estado. O edital informava que a pedra de coloração verde-musgo não possuía lapidação. De acordo com a advogada responsável pelo leilão, Cláudia Medrado, não houve lance no valor mínimo e o item acabou arrematado por R$ 50 milhões, por um grupo árabe.

Em agosto do ano passado, uma canga de esmeralda com 241 quilos surgiu na Serra da Carnaíba. A pedra recebeu avaliação de R$ 2 bilhões e entrou em leilão com lance mínimo fixado em R$ 105 milhões. De acordo com a Positivo Leilões, o item não teve arremate e o proprietário retirou a peça da plataforma de vendas.

Em 2024, uma pedra de 137 quilos com fragmentos de esmeralda verde incrustados encontrada na Mina Carnaíba, em Pindobaçu, seguiu para leilão da Receita Federal. O lote alcançou arremate de R$ 175 milhões, após lance mínimo de R$ 115 milhões. A peça tinha 60 centímetros de altura, 20 centímetros de largura e 20 centímetros de profundidade.

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