Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Novo perde “puxador de voto” em Minas Gerais e procura alternativas para eleição ao Congresso

A dois meses das convenções partidárias, o Novo enfrenta um desafio em Minas Gerais, estado em que a sigla elegeu o seu primeiro governador, Romeu Zema, que agora projeta a legenda com a pré-candidatu...

Por Reprodução06/05/2026 às 18:003 min de leitura
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Novo perde “puxador de voto” em Minas Gerais e procura alternativas para eleição ao Congresso
Imagem: Reprodução

A dois meses das convenções partidárias, o Novo enfrenta um desafio em Minas Gerais, estado em que a sigla elegeu o seu primeiro governador, Romeu Zema, que agora projeta a legenda com a pré-candidatura presidencial própria. A saída de políticos com potencial eleitoral — rumo a siglas como PL e Republicanos —, além da migração do próprio governador mineiro Mateus Simões para o PSD, ampliou a insegurança entre filiados e postulantes do Novo. Um desses casos é o de Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão do senador Cleitinho (Republicanos).

Desde o ano passado, o Novo trabalhava para mantê-lo no partido como candidato a deputado federal, chegando a liberá-lo para apoiar o irmão, pré-candidato ao governo de Minas. A expectativa interna era de que Gleidson alcançasse cerca de 80 mil votos. Com a saída de Gleidson para o Republicanos, políticos mineiros que viam nele o principal “puxador” de votos passaram a questionar a viabilidade eleitoral da chapa do Novo no estado, apesar da alta influência e popularidade do ex-governador Zema.

Ao mesmo tempo, aumentaram as dúvidas sobre a solidez dos acordos firmados pela direção estadual do partido. A saída de Gleidson alimentou a leitura externa de que a chapa havia perdido força, incentivando outros pré-candidatos a migrarem para partidos como PL, Republicanos e PSD, em busca de melhores condições para financiamento das campanhas e maior competitividade eleitoral. O Novo também perdeu nomes considerados “de meio de chapa” — candidatos com menor chance individual de eleição, mas importantes para compor uma nominata competitiva quando há um puxador forte de votos.

Segundo apuração da Gazeta do Povo, os filiados estão descontentes com a centralização das decisões da liderança estadual, sem diálogo com os pré-candidatos e com apostas em acordos frágeis. Presidente estadual do Novo, Christopher Laguna reconheceu que Gleidson era uma das principais apostas do partido para a Câmara dos Deputados. De acordo com ele, o potencial de votos do ex-prefeito poderia viabilizar até três cadeiras.

Ainda assim, Laguna sustenta que a saída acabou gerando um efeito positivo entre os remanescentes. “Isso não abalou a chapa, pelo contrário. Quando se falava em uma vaga, muitos candidatos temiam que ela já tivesse dono.

Com a saída, houve uma animação geral. O pessoal de meio de chapa, que é a maioria, voltou a se engajar”, afirmou em entrevista à Gazeta do Povo. Laguna destacou outros nomes que considera competitivos para a disputa federal, como o do vereador de Belo Horizonte Braulio Lara, reeleito em 2024 com 9.

992 votos, e Márcio Bernardino, presidente da Companhia de Habitação (Cohab) de Minas Gerais. Bernardino disputou a prefeitura de Contagem em 2020 e uma vaga na Assembleia Legislativa em 2022, quando obteve 8.154 votos.

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