Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Nova travessia catarinense espelhada na Ponte de Guaratuba busca fonte de recurso

Municípios da região nordeste catarinense estimam concluir até o fim deste ano o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) da futura ponte que deve ligar Joinville, maior cidade de ...

Por Reprodução10/08/2026 às 18:003 min de leitura
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Nova travessia catarinense espelhada na Ponte de Guaratuba busca fonte de recurso
Imagem: Reprodução

Municípios da região nordeste catarinense estimam concluir até o fim deste ano o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) da futura ponte que deve ligar Joinville, maior cidade de Santa Catarina, a São Francisco do Sul, cidade mais antiga do estado, sobre a baía da Babitonga. A exemplo da Ponte de Guaratuba, no Paraná, inaugurada em maio, a estrutura de Joinville a São Francisco – também chamada de Ponte da Vigorelli – substituiria a travessia de ferry-boat que funciona desde a década de 1990. O Evtea foi contratado em março de 2025 pelo Consórcio Interfederativo Multifinalitário da Região da Associação dos Municípios do Nordeste de Santa Catarina (CIM-Amunesc).

Inicialmente, o estudo deveria ser entregue em setembro de 2026, porém a conclusão foi prorrogada para dezembro. A Amunesc afirma que “o Evtea da ponte entre Vigorelli e Vila da Glória, encontra-se em fase final. Com a conclusão, os técnicos dos quatro municípios que estão viabilizando o estudo (Joinville, São Francisco do Sul, Itapoá e Garuva) terão que analisar a viabilidade técnica da ponte e dos traçados propostos, conforme as suas legislações.

Somente após essa etapa será possível fazer o orçamento para apreciação e aprovação dos prefeitos em assembleia”. Existe um consenso entre autoridades políticas e lideranças empresariais da região sobre os benefícios da execução do projeto. Para tirá-lo do papel, o primeiro entrave é burocrático: adaptar o estudo técnico às regulações locais de cada município afetado.

A segunda questão a ser resolvida é de ordem político-econômica: definir de onde virá a fonte principal dos recursos que financiarão as obras. O próprio Evtea deve apontar as primeiras possibilidades de modelos de financiamento. No momento é precipitado especular sobre o custo da ponte.

Como comparação, o governo do Paraná afirma ter gasto cerca de R$ 400 milhões na execução da Ponte de Guaratuba, para um trajeto de extensão semelhante aos dois projetos: 1,2 quilômetro. “A ponte sobre a baía da Babitonga é um projeto de interesse regional, que vai muito além da ligação entre Joinville e São Francisco do Sul”, afirma o presidente do CIM-Amunesc e prefeito de São Bento do Sul, Antonio Tomazini Filho (PL). “Estamos falando de uma infraestrutura capaz de integrar ainda mais os municípios da Amunesc, melhorar a mobilidade, reduzir o tempo de deslocamento, fortalecer a logística e ampliar a competitividade econômica da nossa região”, acrescenta o prefeito.

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