Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, maior ídolo do Brasil no basquete

Apuração em andamento O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, conhecido como "Mão Santa", morreu nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, aos 68 anos. A informação de sua m...

Por Reprodução17/04/2026 às 18:002 min de leitura
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Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, maior ídolo do Brasil no basquete
Imagem: Reprodução

Apuração em andamento O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, conhecido como "Mão Santa", morreu nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, aos 68 anos. A informação de sua morte foi confirmada pelo filho, Felipe Schmidt. Ele foi internado após passar mal em sua casa e encamminhado ao Hospital e Maternidade Santa Ana.

A família divulgou uma nota em que lamenta o falecimento de Oscar e lembra de sua batalha contra o câncer "Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida", diz o texto. Desde 2011 ele enfrentava a doença cerebral e havia desistido de se tratar desde 2022. Ainda na nota, a família afirma que a lenda do basquete será velada de maneira reservada para "respeitar um desejo íntimo da família de recolhimento".

Oscar acumula recordes no esporte, com uma participação em cinco jogos Olímpicos. o de Moscou em 1980, de Los Angeles em 1984, o de Seul em 1988, o de Barcelona em 1992 e o de Atlanta, em 1996. Com a marca de 1.

093 pontos, ele é até hoje o maior cestinha em Olimpíadas. Mas a maior glória de Oscar foi derrotar por 120 a 115 a seleção dos Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Foi a primeira vez que os EUA, inventores do esporte, perderam em casa para uma seleção estrangeira.

Oscar brilhou naquela partida, vencida de virada e anotando 46 pontos. A derrota mudou a forma como os EUA tratavam a seleção de basquete, que usava jogadores ainda não profissionais. A derrota ficou para sempre na memória de veteranos da NBA como os jogadores Charles Barkley, que se disse "ressentido" pelo feito brasileiro ao enfrentar a seleção brasileira em 92 (o célebre dream team), e o jogador americano David Robinson, o Admiral, que dizia se sentir "honrado" por ter participado da partida.

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