Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Ministério da Justiça eleva classificação de desenhos bíblicos

Deputados criticam a mudança na classificação indicativa de desenhos bíblicos da Record, que passou para 12 anos.

Por Redação WebTV Brasil02/11/2026 às 15:032 min de leitura
Fonte: Revista Oeste (Leia)
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Ministério da Justiça eleva classificação de desenhos bíblicos
Imagem: Revista Oeste

O Ministério da Justiça alterou a classificação indicativa do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos de livre para não recomendado para menores de 12 anos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira, 29, e restringe a exibição da atração para horários após as 20h. A pasta justificou a decisão apontando a presença de conteúdos relacionados a atos criminosos, drogas lícitas, violência e preconceito.

A mudança gerou reações entre parlamentares nas redes sociais. O deputado estadual Major Mecca criticou a medida e cobrou a divulgação do parecer técnico que embasou a alteração. Segundo o parlamentar, a ação representa uma restrição aos valores cristãos e à liberdade de crença, exigindo maior transparência do governo federal sobre os critérios utilizados.

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Na mesma linha, o deputado federal Sóstenes Cavalcante questionou a restrição a uma atração exibida há mais de duas décadas. O parlamentar afirmou que o direito à liberdade religiosa é garantido pela Constituição Federal e cobrou esclarecimentos do Ministério da Justiça acerca da reclassificação da atração televisiva.

A deputada federal Júlia Zanatta também se manifestou contra a alteração e argumentou que narrativas tradicionais abordam ensinamentos sobre justiça e consequências. A parlamentar criticou o critério adotado pela pasta e afirmou que a responsabilidade pela educação das crianças cabe aos pais e não ao Estado.

Por fim, o deputado federal General Girão associou a medida ao contexto político e criticou a postura da gestão federal em relação aos valores cristãos. O parlamentar questionou o teor da decisão e afirmou que a reclassificação impõe barreiras ao acesso ao conteúdo religioso exibido pela emissora.

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