Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Bispo Edir Macedo rejeita lema Deus, Pátria e Família

Fundador da Igreja Universal criticou a ordem da expressão e afirmou que o Estado deve vir após a família.

Por Redação WebTV Brasil02/11/2026 às 15:032 min de leitura
Fonte: Gazeta do Povo (Leia)
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Bispo Edir Macedo rejeita lema Deus, Pátria e Família
Imagem: Gazeta do Povo

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, declarou rejeição ao lema Deus, pátria e família, comumente associado ao conservadorismo político. Segundo o líder religioso, a ordem da frase está incorreta ao posicionar a pátria antes da estrutura familiar. A manifestação ocorreu durante um culto na manhã do dia 25 de outubro, data que marcou o segundo turno das eleições presidenciais, e ganhou ampla repercussão nas redes sociais.

Durante a pregação, o bispo detalhou a hierarquia que defende para a sociedade. De acordo com o religioso, a prioridade absoluta pertence a Deus, seguida imediatamente pela família, enquanto o Estado e as demais instituições ocupam a terceira posição. Para fundamentar o argumento, ele utilizou referências a personagens bíblicos como Abraão e Isaac, questionando a sustentabilidade de uma nação sem a base familiar.

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A declaração evidencia um distanciamento em relação ao espectro político ligado à família Bolsonaro, que historicamente utiliza o lema. O episódio ocorre em um momento em que a Igreja Universal adotou uma postura de neutralidade na disputa presidencial de 2026, diferentemente do alinhamento explícito registrado no pleito de 2022.

Ao longo da campanha eleitoral recente, a instituição religiosa optou por focar na eleição de parlamentares alinhados aos interesses da igreja, buscando assegurar representação no Legislativo. A estratégia incluiu mobilizações para proteger pautas institucionais contra propostas consideradas desfavoráveis, a exemplo de discussões sobre tributação de templos religiosos e projetos sobre misoginia.

Nas urnas, contudo, candidatos ligados à Universal enfrentaram derrotas expressivas na Câmara dos Deputados e no Senado. Metade dos doze parlamentares da legenda que tentavam a reeleição não obteve êxito. No Rio de Janeiro, a disputa ao Senado também resultou na derrota de nomes históricos da base evangélica para concorrentes associados ao Partido Liberal.

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