Sábado, 3 de outubro de 2026

Maior índice de candidatos à reeleição ameaça renovação do Senado

As eleições para o Senado foram alçadas ao centro da disputa política. A renovação de até dois terços da Casa Alta é vista como o principal meio para que a oposição passe a controlar a pauta e leve à ...

Por Reprodução26/09/2026 às 12:002 min de leitura
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Maior índice de candidatos à reeleição ameaça renovação do Senado
Imagem: Reprodução

As eleições para o Senado foram alçadas ao centro da disputa política. A renovação de até dois terços da Casa Alta é vista como o principal meio para que a oposição passe a controlar a pauta e leve à votação a abertura de processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, a continuidade de senadores que disputam mais oito anos de mandato ameaça a renovação das 54 cadeiras: o pleito de 2026 repete o cenário das eleições de 2018 com 32 candidatos à reeleição, o maior índice de recandidaturas ao Senado desde 2002.

Em julho, a previsão do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) era de que até 35 senadores disputariam as eleições de 2026, mas o processo de registro das chapas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou 32 nomes. Em todo o país, 315 candidatos disputam as vagas, sendo que 10% das candidaturas são de senadores em exercício que tentam a reeleição. Entre os senadores candidatos à reeleição estão caciques como Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Jaques Wagner (PT-BA) e Cid Gomes (PSB-CE).

Nas eleições de 2018 e de 2022, o índice de renovação do Senado ultrapassou 80% e, se o indicador for mantido em outubro, a tendência é que a Casa Alta tenha pelo menos 43 novos senadores. Com a eleição presidencial de Jair Bolsonaro (PL) em 2018, a direita conservadora iniciou o movimento para passar a ocupar a maior parte das cadeiras do Senado. Atualmente, o PL tem 15 senadores e também é o partido com mais candidatos no país, com 33 nomes.

Em 2018, o grupo político elegeu o filho “01” do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - hoje candidato à Presidência da República - mas foi em 2022 que a direita conservadora assumiu o protagonismo no Senado. Há quatro anos foram eleitos nomes como Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Rogério Marinho (PL-RN), Jorge Seif (PL-SC), Sérgio Moro (PL-PR), Tereza Cristina (PP-MS), Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), Damares Alves (Republicanos-DF) e Magno Malta (PL-ES).

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