Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Livro relata rotina de custódia de Lula durante prisão em Curitiba

Agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho detalha em obra os 580 dias em que acompanhou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na carceragem em Curitiba.

Por Redação WebTV Brasil03/11/2026 às 18:022 min de leitura
Fonte: Gazeta do Povo (Leia)
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Livro relata rotina de custódia de Lula durante prisão em Curitiba
Imagem: Gazeta do Povo

O livro Banho de sol: os 580 dias da prisão de Lula, escrito pelo agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho, descreve a rotina de custódia do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o período em que esteve detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A obra, publicada pela editora WMF Martins Fontes, reúne relatos cronológicos dos 580 dias em que o autor foi responsável pela vigilância do então ex-presidente entre 2018 e 2019. O texto aborda desde o planejamento da transferência até episódios da convivência diária no local.

Segundo o autor, a operação de transporte envolveu três dias de preparação e a criação de quatro planos logísticos distintos. No trajeto entre o aeroporto Afonso Pena e a sede da PF, o agente relata ter ouvido manifestações hostis por frequências de rádio, o que gerou advertências do controle de tráfego aéreo sobre o registro das comunicações. A descrição da cela cita uma estrutura com cama de solteiro, mesa, cadeira e janelas com abertura limitada por grades e correntes.

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O espaço destinado ao banho de sol, que anteriormente servia como área para fumantes e reuniões, foi comparado por Lula a uma jaula, conforme aponta o livro. O agente relata ter adotado medidas de segurança extras com a alimentação do custodiado, optando por encomendas em restaurantes da região para evitar riscos. O livro também menciona pedidos feitos pelo detento, como uma bola de futebol para interagir com o neto Arthur, além de registrar que as conversas entre os dois giravam frequentemente em torno de política e da operação Lava Jato.

O projeto editorial contou com a participação do jornalista Juca Kfouri e a edição de Lino Bocchini. A publicação foi adiada pela editora para ocorrer após o período eleitoral, com o objetivo de evitar a utilização do conteúdo como material de campanha.

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