Levantamento mostra comportamento da Bolsa e do dólar entre turnos eleitorais
Estudo da Elos Ayta aponta o desempenho histórico do Ibovespa e do câmbio entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil.

O período entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras registra variações no mercado financeiro, conforme levantamento feito pela consultoria Elos Ayta a pedido do InfoMoney. O estudo analisa o comportamento do Ibovespa, de índices de ações e de moedas estrangeiras nas disputas presidenciais ocorridas desde 2002.
Na eleição de 2002, o Ibovespa avançou 8,15% entre os turnos, enquanto o dólar subiu 3,89%. Quatro anos depois, o principal índice acionário registrou alta de 7,9%, ao passo que a cotação do dólar caiu 1,67%. Em 2010, o mercado acionário teve um ganho mais modesto de 0,63%, e o dólar subiu 1,2% no mesmo intervalo.

O levantamento indica que o pior desempenho do Ibovespa entre os turnos ocorreu em 2014, quando o índice recuou 4,77% e o dólar teve queda de 0,51%. Em 2018, o cenário foi invertido com alta de 4,13% para o Ibovespa e desvalorização de 5,03% para o dólar. Na disputa de 2022, o índice acionário subiu 4,09% e a moeda americana teve baixa de 1,13%.
No acumulado histórico avaliado pela consultoria, o Ibovespa registrou valorização em cinco das seis eleições no intervalo entre o primeiro e o segundo turno. O único resultado negativo no período foi registrado no pleito de 2014, refletindo o cenário de polarização política e econômica daquele ano.
A pesquisa também mapeou o desempenho dos ativos entre o término do segundo turno e o final de cada ano. Em 2002, o Ibovespa subiu 12,52%, enquanto 2022 registrou queda de 4,19% no mesmo indicador e recuo de 10,84% no índice de small caps.
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