Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Kassab condiciona apoio do PSD a Lula à política econômica

Gilberto Kassab afirmou nesta segunda-feira que a participação do PSD no próximo governo de Lula dependerá da condução da economia.

Por Redação WebTV Brasil03/11/2026 às 00:032 min de leitura
Fonte: Jovem Pan (Leia)
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Kassab condiciona apoio do PSD a Lula à política econômica
Imagem: Jovem Pan

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira, em entrevista à Jovem Pan News, que a participação da legenda no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva dependerá da condução da política econômica. O dirigente apontou preocupação com o equilíbrio das contas públicas e defendeu que o presidente amplie o diálogo com partidos de centro para construir uma base parlamentar mais ampla.

Segundo Kassab, a intensidade do envolvimento do partido na gestão federal estará atrelada às propostas para a área econômica e à escolha da equipe de ministros. O dirigente afirmou que existe uma expectativa negativa no mercado em relação à situação fiscal do país e que as primeiras sinalizações do Executivo serão determinantes para definir a relação com o Palácio do Planalto.

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O presidente do PSD também comentou as articulações políticas para a formação do governo e negou ter recebido convite para integrar a Esplanada dos Ministérios. De acordo com o dirigente, o partido pretende manter independência política, preservando o direito de criticar medidas que contrariem suas convicções, embora deseje sucesso à administração federal.

Durante a entrevista, Kassab questionou a sustentabilidade de despesas públicas sem a indicação clara de fontes de financiamento e criticou o patamar atual das taxas de juros. Na avaliação do dirigente, o custo elevado do crédito dificulta a realização de investimentos privados no país.

O PSD contará com 43 deputados federais e cinco senadores a partir de fevereiro de 2027. Kassab reiterou que caberá ao presidente reeleito apresentar medidas capazes de reverter a desconfiança dos investidores e garantir previsibilidade fiscal para os próximos anos.

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