Justiça Eleitoral tem desafio de barrar entrada do crime organizado nas eleições 2026
Uma busca rápida na internet sobre a infiltração do crime organizado na política desde as últimas eleições municipais de 2024 retorna com títulos como: Se estendida para um período de tempo mais longo...

Uma busca rápida na internet sobre a infiltração do crime organizado na política desde as últimas eleições municipais de 2024 retorna com títulos como: Se estendida para um período de tempo mais longo, a mesma pesquisa evidencia que o problema não é novo, mas parece estar se agravando com o alastramento das facções criminosas pelo território nacional. Para tentar coibir a infiltração de facções, milícias e outras formas de agrupamentos criminosos de uma forma geral nas eleições deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou regras que considera mais duras e específicas para tentar barrar candidatos que possam ter relação com o crime organizado antes que eles sejam eleitos, no dia 4 de outubro (data do primeiro turno). De acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), 12 candidatos ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo dois prefeitos e 10 vereadores, foram eleitos apenas no estado paulista nas eleições de 2024.
Eles seguem sendo investigados e, em alguns casos, denunciados pelo Ministério Público e processados na Justiça Eleitoral e criminal. Segundo o TRE-SP, eles fazem parte de uma lista com 70 candidatos com envolvimento com o crime que concorreram nas eleições municipais dois anos atrás. Os nomes dessas pessoas não foram revelados até o momento, e o TRE-SP não informou em quais cidades os envolvidos foram eleitos, alegando se tratar de “informação sigilosa”.
No início daquele ano, três vereadores da região metropolitana de São Paulo e da Baixada Santista, um deles ex vice-prefeito, foram presos por suposta ligação com o PCC durante operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) com a Polícia Militar. Além dos políticos, outros 11 mandados de prisão temporária foram cumpridos no âmbito da operação. De acordo com outro relatório, este da Polícia Federal, divulgado pelo Fantástico no final do ano passado, grupos criminosos interferiram ou tentaram interferir diretamente nos resultados de eleições em pelo menos 42 cidades Brasil afora em 2024.
Só no estado de São Paulo, o PCC teria investido R$ 8 milhões no apoio a candidaturas no último pleito.
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