Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Julgamento de ex-policial com fortuna bilionária ameaça revelar conexões ocultas do narcotráfico

Segundo o delegado que comandou a operação Enterprise, o ex-major da Polícia Militar Sergio Roberto de Carvalho figura ao lado de Pablo Escobar e Joaquín "El Chapo" Guzmán entre os maiores narcotrafic...

Por Reprodução10/07/2026 às 18:002 min de leitura
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Julgamento de ex-policial com fortuna bilionária ameaça revelar conexões ocultas do narcotráfico
Imagem: Reprodução

Segundo o delegado que comandou a operação Enterprise, o ex-major da Polícia Militar Sergio Roberto de Carvalho figura ao lado de Pablo Escobar e Joaquín "El Chapo" Guzmán entre os maiores narcotraficantes da história. O papel dele na rede do crime extrapola o papel de fornecedor. Documentos apontam que Carvalho, que enfrenta julgamento na Bélgica, participava da distribuição e do lucro da cocaína dentro do mercado europeu, esquema que resultou na apreensão de mais de R$ 1 bilhão em bens só no Brasil, incluindo 36 aviões.

O histórico criminal do ex-PM remonta à década de 1980, quando começou como contrabandista na fronteira com o Paraguai. "Na minha opinião e na de todos os policiais que conversei aqui no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos e na América do Sul ao longo dos anos nessa investigação conjunta, o (ex) major é sem dúvida um dos maiores narcotraficantes do mundo de todos os tempos", afirma o delegado Sérgio Stinglin, da Polícia Federal — ele comandou a operação Enterprise do início até o final de 2022. A operação foi uma das maiores na história da PF contra o tráfico de drogas internacional e possui desdobramentos até hoje.

"O (ex) PM figura tranquilamente ao lado do Pablo Escobar e do Joaquín 'El Chapo' Gúzman", afirma o delegado à reportagem da Gazeta do Povo. O julgamento de Sergio Roberto de Carvalho tem previsão de ser retomado em 7 de setembro. A reportagem da Gazeta do Povo procurou advogados do ex-major no Brasil, mas não conseguiu contato.

Na Bélgica, os defensores afirmam que ele é inocente. Os bens apreendidos no Brasil incluem imóveis, joias e carros de luxo. "Ele era o dono de uma operação que pegava cocaína na fonte na Bolívia e no Peru e levava até a Europa, mas não só isso.

Ele era um dos donos da própria operação de distribuição de cocaína dentro da Europa", diz Stinglin. "Uma coisa é você fornecer a droga ou simplesmente transportar até lá. Outra coisa é você dividir o lucro da venda dentro do mercado europeu”, analisa o delegado.

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