Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Governadores miram Senado e influenciam plano de renovação da direita

As eleições de 2026 são consideradas as mais significativas da história recente brasileira tanto pela disputa presidencial quanto pela articulação ao Senado — dois terços das cadeiras na Casa estarão ...

Por Reprodução10/03/2026 às 18:003 min de leitura
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Governadores miram Senado e influenciam plano de renovação da direita
Imagem: Reprodução

As eleições de 2026 são consideradas as mais significativas da história recente brasileira tanto pela disputa presidencial quanto pela articulação ao Senado — dois terços das cadeiras na Casa estarão em disputa. Com o fim do segundo mandato de 15 governadores, o caminho considerado natural é buscar uma vaga no Congresso, em um período em que o chefe do Executivo estadual ainda possui forte influência sobre a “máquina” do governo. Segundo o levantamento da Radar Governamental (consultoria que atua no acompanhamento e análise da atividade legislativa), nove governadores almejam uma cadeira no Senado em 2026.

Entre eles está o chefe do Executivo do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ). Após o lançamento da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a migração do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-SC) para concorrer ao Senado pelo estado de Santa Catarina, o caminho de Castro ficou aberto para disputar uma das cadeiras fluminenses na Casa. Além disso, a popularidade de Castro cresceu após a operação Contenção, deflagrada no fim do ano passado, quando mais de 120 pessoas foram mortas, sendo cinco policiais, nos confrontos contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, nos complexos da Penha e do Alemão.

No entanto, Castro pode ficar inelegível se for condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que retoma nesta terça-feira (10) o julgamento do governador do Rio pela acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Apesar do levantamento da Radar Governamental colocar Castro como o único governador de direita cotado ao Senado, outros dois chefes de Executivo estadual têm histórico de alinhamento político com as pautas defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os governadores do Amazonas, Wilson Lima, e do Mato Grosso, Mauro Mendes, ambos do União Brasil, integraram o grupo de governadores que participaram do ato pró-anistia na avenida Paulista, em abril do ano passado, e também se manifestaram publicamente contra a prisão de Bolsonaro, definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG) tem rechaçado a possibilidade de concorrer ao Senado. Ele próprio e aliados argumentam que o mineiro tem um “perfil executivo”. Zema é um dos principais críticos da atuação da Suprema Corte entre os governadores e também saiu em defesa de Bolsonaro após as decisões contra o ex-presidente proferidas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Se conquistar nas urnas a ampla maioria das cadeiras da Casa, a direita planeja aprovar a abertura de processo de impeachment de ministros do STF, que passaram a ser acusados de ingerência em outros Poderes, abuso de autoridade, censura nas redes sociais e conflitos de interesses, o que foi agravado pelo escândalo envolvendo o Banco Master. Em 2026, cada estado vai eleger dois senadores.

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