Gigante do agro anuncia investimento de R$ 136 milhões e amplia operações no Sul
A Coamo Agroindustrial Cooperativa adquiriu quatro unidades de armazenagem e instalações agrícolas na região norte do Paraná. A operação abrange ativos em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do Paraís...

A Coamo Agroindustrial Cooperativa adquiriu quatro unidades de armazenagem e instalações agrícolas na região norte do Paraná. A operação abrange ativos em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do Paraíso. O negócio — de R$ 136 milhões — marca uma nova etapa de expansão territorial e reforça a atuação da cooperativa junto aos produtores rurais da região.
Receba as principais notícias do Paraná pelo WhatsApp As unidades pertenciam ao Fundo Pátria Logística Agro e estavam sob arrendamento da Belagrícola, que enfrenta recuperação extrajudicial. Com a transação fechada em janeiro, a Coamo assumiu o controle integral das estruturas e somou cerca de 220 mil toneladas de capacidade de armazenagem à sua rede. O presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, afirmou que a cooperativa adota aquisições como instrumento de expansão territorial e fortalecimento da base produtiva.
“A Coamo sempre cresceu se expandindo por incorporações, em sua grande maioria de empresas e cooperativas. Esse é o modelo que adotamos também em outras regiões ao longo dos anos. A integração das unidades na região norte paranaense transforma os locais em entrepostos completos.
Além do recebimento de grãos, os espaços oferecem insumos, assistência técnica, venda de equipamentos e apoio financeiro da Credicoamo, agência de crédito da cooperativa. Para o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo El Kadre, a chegada da Coamo na região norte do estado fortalece o agro e acelera a produção na região. "É importante para o produtor rural poder contar com a solidez da cooperativa que é uma das maiores da América Latina.
Isso otimiza o recebimento e a distribuição de insumos. É mais uma opção para o produtor, que já pode contar com a Cocamar, com a Integrada e outras", afirmou o presidente. A Coamo fechou 2025 com 32,7 mil cooperados e um patrimônio líquido de R$ 13,376 bilhões.
O recebimento de produtos agrícolas dos cooperados foi de 8,024 milhões de toneladas. Na lista Forbes Agro100 2025, a cooperativa foi classificada como a 15ª maior empresa do agronegócio no Brasil. O levantamento utiliza indicadores financeiros, com foco na receita líquida anual, para dimensionar o peso econômico e a relevância estratégica do setor.
A empresa é destaque em outro ranking: de acordo com a edição de 2025 do World Cooperative Monitor, publicado pela Aliança Cooperativa Internacional, a Coamo está entre as 10 maiores cooperativas agropecuárias do mundo, em sétimo lugar. As outras duas cooperativas brasileira que aparecem entre as primeiras colocadas são a Copersucar, no 4° lugar, e a C.Vale, no 10° lugar.
El Kadre avalia que a potência da cooperativa assegura a produção em um setor que enfrenta um ambiente de incertezas. "No agro, vivemos uma insegurança jurídica muito grande, uma política agrícola que não existe, um governo federal que parece que não vê o comprometimento do agro em relação ao desenvolvimento do país. Então contar com a Coamo é uma possibilidade a mais para o produtor crescer e fazer crescer o Paraná", pontuou.
A cooperativa utilizou recursos próprios na operação. Do montante de R$ 136 milhões, a Coamo pagou R$ 31,2 milhões no fechamento do contrato. O saldo de R$ 104,8 milhões ficou dividido em quatro parcelas semestrais de R$ 26,2 milhões, com correção pela variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
O Fundo Pátria, que adquiriu os imóveis em 2020 por R$ 90,08 milhões, obteve um preço de venda 51% superior ao valor investido. Galinari destacou que a negociação ocorreu em apenas 30 dias e que a proposta da Coamo superou as demais ofertas.
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