Gigante alemã investe R$ 50 milhões para escalar produção industrial em São Paulo
Enquanto o segmento industrial brasileiro desacelera por conta do cenário econômico do país de juros altos e incerteza fiscal, uma fábrica localizada no extremo sul da cidade de São Paulo receberá R$ ...

Enquanto o segmento industrial brasileiro desacelera por conta do cenário econômico do país de juros altos e incerteza fiscal, uma fábrica localizada no extremo sul da cidade de São Paulo receberá R$ 50 milhões em investimentos até o final deste ano para aumentar a produção de peças que são fabricadas unicamente no Brasil e depois exportadas para México, China e países da Europa. Trata-se do thyssenkrupp Springs & Stabilizers, divisão do conglomerado alemão que fica na Vila Arapuá, bairro da capital paulista, e se dedica à componentes de suspensão de caminhões. A planta paulistana é a única entre oito unidades da companhia capaz de produzir o feixe de mola de caminhão, um componente quase invisível, mas fundamental para amortecer o impacto que buracos e desnivelamentos nas vias causam nos veículos de carga leves e pesados.
A fábrica paulista emprega 800 dos 2,5 mil funcionários do conglomerado mundo afora e detém 28% do faturamento global. “O Brasil desempenha um papel estratégico em nossas operações, tanto pela capacidade industrial quanto pelo potencial de desenvolvimento tecnológico. Seguimos investindo para fortalecer a cadeia produtiva e gerar valor para os nossos clientes e parceiros”, diz à Gazeta do Povo Alessandro Alves, o diretor-executivo da empresa no Brasil e vice-presidente global de vendas e marketing da thyssenkrupp Springs & Stabilizers.
Dos R$ 50 milhões, um aporte de R$ 25 milhões foi direcionado à compra de um forno de alta tecnologia inédito no país. Com controle de temperatura, pressão, fluxo de ar e água, o equipamento visa aumentar a capacidade produtiva de 370 kg/h para 2.100kg/h e derrubar o custo operacional.
A meta é crescer o faturamento da empresa em 7% anualmente. “A expansão das exportações faz parte da nossa estratégia de integração global e do nosso compromisso em desenvolver soluções que atendam às necessidades do mercado”, complementou Alves. O aumento da produção em escala ocorrerá até o final deste ano e o objetivo é exportar mais de 30% do que é produzido na planta paulista.
Os argumentos usados para produzir as peças no Brasil passam por custo logístico e sustentabilidade. Se a peça fosse produzida na Europa, o frete marítimo ficaria mais caro por ter de incluir, primeiro, o trecho entre Europa e Brasil, uma vez que clientes europeus como Mercedes-Benz e Volvo produzem veículos por aqui. Além disso, o encurtamento logístico reduz a emissão de gás carbônico, fator relevante diante das exigências de responsabilidade ambiental feitas pelas empresas.
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