Sábado, 3 de outubro de 2026

Gaeco mira operador financeiro de Vorcaro em esquema de compra de distribuidora

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (24) a operação Crédito Oculto, desdobramento da operação Carb...

Por Reprodução24/09/2026 às 12:002 min de leitura
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Gaeco mira operador financeiro de Vorcaro em esquema de compra de distribuidora
Imagem: Reprodução

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (24) a operação Crédito Oculto, desdobramento da operação Carbono Oculto. Entre os alvos está o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, apontado como operador financeiro do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os mandados de busca e apreensão atingem 29 endereços de 13 pessoas e 24 empresas e ocorrem em parceria com a Receita Federal, a Secretaria da Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, a Polícia Militar e a Polícia Civil, além dos Gaecos do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo.

De acordo com o MPSP, a organização criminosa teria criado uma estrutura complexa para ocultar o controle da Usina Itajobi, de Marapoama (SP). Freixo Júnior era o controlador do Grupo Entre, que reunia fintechs como Entrepay, Acqio e Octa, liquidadas pelo Banco Central (BC) em março. A aquisição teria movimentado R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

Segundo a investigação, Freixo teria entrado posteriormente na estrutura e usado empresas e fintechs de seu grupo para criar novas camadas de ocultação da movimentação financeira e da propriedade da usina, atribuída a Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo", apontados na Carbono Oculto como centrais em um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Outra etapa da estrutura passou por operações realizadas no Banco Genial. Entre os alvos das buscas estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo da instituição, e seus irmãos André e Bruno Tupinambá.

As análises identificaram uma transferência de R$ 100 milhões à usina que transitou, em questão de minutos, por "múltiplas contas gráficas" mantidas em fintechs. A Itajobi passou a integrar a carteira de um novo fundo de investimentos criado especificamente para a aquisição. O próximo passo teria sido a compra de um investimento em CDB do Genial.

A instituição teria utilizado o dinheiro para emitir duas cédulas de crédito bancário a duas empresas de fachada. O passo final foi a aquisição da distribuidora de combustíveis Terrana.

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