Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Fronteira sem muro entre Brasil e Uruguai mistura quatro idiomas e três moedas

No extremo sul do Rio Grande do Sul, bastam alguns passos para sair do Brasil e entrar no Uruguai. Chuí e a irmã uruguaia Chuy dividem a mesma avenida, sem muro, cancela ou posto de imigração. A front...

Por Reprodução06/07/2026 às 12:002 min de leitura
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Fronteira sem muro entre Brasil e Uruguai mistura quatro idiomas e três moedas
Imagem: Reprodução

No extremo sul do Rio Grande do Sul, bastam alguns passos para sair do Brasil e entrar no Uruguai. Chuí e a irmã uruguaia Chuy dividem a mesma avenida, sem muro, cancela ou posto de imigração. A fronteira viva serve como ponto de encontro.

Por cortesia mútua, o lado brasileiro batizou a via de Avenida Uruguai, e o uruguaio, de Avenida Brasil. No comércio local, clientes alternam entre português, espanhol, árabe e portunhol, e pagam em reais, pesos ou dólares — rotina que movimenta free shops, supermercados e a economia da região. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a linha entre Brasil e Uruguai se estende por 1.

069 quilômetros, do extremo oeste gaúcho até a foz do Arroio Chuí, no Oceano Atlântico. O trecho urbano do Chuí representa o único pedaço sem ponte, rio ou guarita para separar os dois lados. A peculiaridade rende uma das fotos mais procuradas por turistas, segundo a prefeitura de Chuí.

O visitante posa com um pé em cada território, para registrar a travessia livre entre as duas nações e experiência de estar no Brasil e no Uruguai ao mesmo tempo. Essa especificidade urbana e cultural é vista pela administração municipal como o maior símbolo de união na fronteira. "Essa inversão nos nomes das avenidas reflete a alma da nossa gente: a hospitalidade", afirma o secretário de Indústria e Comércio de Chuí, Frank Assis Silveira Sena.

Em tempos de Copa do Mundo, os vizinhos alternam as torcidas e se juntam para os jogos. "Quando Uruguai joga, torcemos com os uruguaios. Quando Brasil joga, eles torcem com os brasileiros.

Mas quando os dois países se enfrentam, nos reunimos e torcemos todos juntos", diz o secretário.

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