Domingo, 4 de outubro de 2026

Estudo em SC quer transformar banana verde em farinha que controla diabete

Uma pesquisa conduzida pela Estação Experimental da Epagri em Itajaí, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), avalia o potencial de amido resistente em 11 cultivares de banana...

Por Reprodução23/02/2026 às 18:002 min de leitura
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Estudo em SC quer transformar banana verde em farinha que controla diabete
Imagem: Reprodução

Uma pesquisa conduzida pela Estação Experimental da Epagri em Itajaí, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), avalia o potencial de amido resistente em 11 cultivares de banana produzidas no estado. O objetivo do estudo é identificar as variedades mais produtivas para a fabricação de farinha de banana verde, visando a diversificação do mercado e o aumento da rentabilidade dos produtores catarinenses. O projeto, iniciado em 2024, analisa variedades das categorias Prata, Cavendish e Belluna.

O interesse industrial e científico recai sobre o amido resistente, composto que atua como fibra alimentar e atua como um prebiótico. Diferente da fruta madura, pela qual o amido é convertido em açúcares, na banana verde ele resiste à digestão no intestino delgado, passando por fermentação no intestino grosso, o que auxilia no controle do colesterol e do diabetes tipo 2. A investigação teve início em 2024, motivada por um estudo da Embrapa Mandioca e Fruticultura que identificou um teor de 60% de amido resistente na cultivar BRS SCS Belluna — lançada pela Epagri em parceria com a Embrapa em 2016.

A partir desse achado, o pesquisador e químico Fabiano Cleber Bertoldi buscou comparar outras variedades catarinenses para medir não apenas o índice de amido como o rendimento industrial de cada uma. “A expectativa é que a cultivar Catarina se destaque como uma alternativa promissora para a produção de farinha de banana verde integral, uma vez que sua casca mais fina tende a minimizar a redução do teor de amido resistente quando comparada a outras variedades", comenta o pesquisador. O trabalho contou com a seleção de genótipos realizada pelo engenheiro-agrônomo Ramon Scherer.

O processo metodológico, que durou cerca de um ano, envolveu a implantação de protocolos de análise no Laboratório de Pós-Colheita, a desidratação da polpa, moagem e refrigeração da farinha. Além da variedade Banana Vermelha, foram testadas as cultivares Catarina, Noninha, Carvoeira e Prata Anã (tipo Prata), além de Corupá, Nanicão e Clarinha (tipo Cavendish). Os resultados preliminares indicam que as cultivares da Epagri mantêm teores de amido resistente acima de 50%.

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