Equipe economica estuda corte de gastos e consulta ortodoxos
Governo planeja ajuste fiscal com corte de incentivos e revisão de pisos da saúde e educação.

A equipe econômica do governo estuda três medidas de ajuste fiscal que incluem a redução de incentivos fiscais, a racionalização de benefícios sociais e a alteração no cálculo dos pisos constitucionais da saúde e da educação. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, conversou com economistas como Armínio Fraga, Pedro Malan, Samuel Pessôa, Marcos Lisboa, José Roberto Afonso, Persio Arida e Sergio Firpo para discutir propostas. A intenção é realizar reuniões com esses profissionais antes do início do próximo mandato para aprofundar os debates sobre temas como reforma administrativa e reforma da Previdência.
No curto prazo, o plano prevê o corte de gastos tributários, com uma nova tentativa de encerrar a isenção do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras como LCIs, LCAs, CRIs e CRAs. Em 2025, o governo tentou acabar com essas isenções por meio de uma Medida Provisória, mas a proposta perdeu a validade no Congresso Nacional devido à resistência de setores econômicos e da bancada ruralista.

Na área de programas sociais, a proposta consiste em eliminar sobreposições e integrar os benefícios. Um exemplo avaliado é o trabalhador que recebe o Bolsa Família e consegue emprego com carteira assinada, que deixaria de acumular o benefício com o abono salarial durante o período de transição.
Outro ponto em análise envolve a mudança no cálculo dos pisos constitucionais, que exigem investimentos de 15% da receita corrente líquida para a saúde e de 18% da receita líquida de impostos para a educação. A equipe econômica avalia que incluir despesas como emendas parlamentares, merenda escolar e obras de saneamento dentro desses pisos pode reorganizar o orçamento e reduzir as despesas totais.
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