Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Abrasel prevê alta de custos e preços com o fim da escala de trabalho 6x1

Presidente da entidade afirma que mudança aprovada no Senado pode elevar despesas operacionais e preços em bares e restaurantes.

Por Redação WebTV Brasil26/10/2026 às 06:022 min de leitura
Fonte: Revista Oeste (Leia)
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Abrasel prevê alta de custos e preços com o fim da escala de trabalho 6x1
Imagem: Revista Oeste

O presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Paulo Solmucci, declarou que a proposta de emenda à Constituição aprovada no Senado para alterar a jornada semanal causará aumento de custos operacionais no setor de alimentação fora do lar. A matéria, votada em dois turnos na reunião de 14 de outubro com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, reduz a carga máxima semanal de 44 para 40 horas.

Segundo cálculos apresentados pela Abrasel, cerca de 15 milhões de trabalhadores com carteira assinada atuam atualmente sob o regime de escala 6x1 em todo o território nacional. A entidade prevê que a economia brasileira necessitará de 3 milhões de novos profissionais para garantir a manutenção do nível atual de atendimento e funcionamento dos estabelecimentos com a concessão do dia extra de folga.

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As estimativas da entidade indicam um acréscimo de 20% nos gastos com a folha salarial dos restaurantes que optarem por manter a operação durante seis dias na semana. De acordo com Solmucci, a transferência desse custo ao consumidor provocará alta de 7% a 8% nos preços praticados nos cardápios. O reajuste total poderá atingir até 10% quando calculados os aumentos repassados por fornecedores de insumos e prestadores de serviços.

O dirigente explicou que a busca por profissionais qualificados deve ampliar a disputa entre as empresas, permitindo que estabelecimentos de maior porte financeiro atraiam funcionários de negócios de menor estrutura. Solmucci também observou que garçons, que recebem cerca de dois terços da renda mensal por meio de gorjetas, terão menos oportunidade de arrecadação devido à redução de dias trabalhados na semana.

A Abrasel apontou que despesas maiores e dificuldades de gestão de equipes devem afetar também condomínios, escolas privadas, hospitais e prestadores de serviços contratados por prefeituras. O texto aprovado pelos senadores prevê uma etapa inicial com redução da jornada para 42 horas semanais antes da alteração definitiva para o limite de 40 horas.

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