“Epidemia” de roubo de celulares é desafio para candidatos
Um homem caminha na calçada próximo à portaria de um prédio, distraído com o celular na mão, quando uma moto passa por ele na rua e retorna. O motoqueiro estaciona na guia próximo ao pedestre e desce ...

Um homem caminha na calçada próximo à portaria de um prédio, distraído com o celular na mão, quando uma moto passa por ele na rua e retorna. O motoqueiro estaciona na guia próximo ao pedestre e desce de capacete com um revólver em mãos. Aponta para o homem que caminhava, anuncia o assalto e exige o celular.
Assustado e surpreso, o homem parece não entender o que está acontecendo e hesita, enquanto fala algo para o ladrão e se mexe, de acordo com o que é possível ver pelas imagens de câmeras de segurança da rua. É o suficiente para ser baleado na cabeça pelo criminoso, que foge e deixa a vítima agonizando no chão — no caso, um policial militar que estava à paisana e de folga. A cena aconteceu na cidade de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, na manhã do último 28 de abril, mas poderia ser em qualquer outro dia e outra cidade de porte médio ou grande do Brasil.
O Brasil registra uma média de 2,5 mil celulares roubados ou furtados por dia. Como uma epidemia que tomou conta do país, o roubo (crime cometido com violência) e o furto (tipologia criminal para casos sem que a vítima perceba o contato ou sem intimidação) de celulares tornou-se um ponto central em discussões políticas e eleitorais — e certamente é um tema que será cobrado pelo eleitor dos candidatos a presidente e a governador. A magnitude do problema transcende a perda material dos aparelhos em si e se consolida como uma crise de segurança pública sem precedentes.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, atualizado com dados consolidados de 2025, o Brasil registra uma média de 2,5 mil celulares roubados ou furtados por dia, o que equivale a quase 1 milhão de ocorrências anuais.
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