Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Eleição em Minas fica imprevisível após presidenciáveis não emplacarem candidatos fortes

A última peça que faltava no tabuleiro para a formação das chapas na eleição para governador em Minas Gerais foi encaixada, ou quase, nesta semana — e não é em uma posição como se esperava para concor...

Por Reprodução07/08/2026 às 18:002 min de leitura
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Eleição em Minas fica imprevisível após presidenciáveis não emplacarem candidatos fortes
Imagem: Reprodução

A última peça que faltava no tabuleiro para a formação das chapas na eleição para governador em Minas Gerais foi encaixada, ou quase, nesta semana — e não é em uma posição como se esperava para concorrer ao governo do segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo. Indicado como preferido na intenção de voto do eleitor para o cargo de próximo governador em Minas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) “perdeu a oportunidade”, nas palavras do presidente nacional do partido, o deputado federal Marcos Pereira. Como três presidenciáveis — presidente Lula (PT); senador Flávio Bolsonaro (PL); e o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) — falharam em montar chapas com candidatos próprios fortes no estado, e sem o senador mineiro, o que sai das convenções partidárias é um cenário eleitoral completamente imprevisível, sem nenhum favorito claro ao Palácio Tiradentes, sede do governo de Minas Gerais.

"Mesmo sem prova pública de uma barganha específica, a sucessão de movimentos produz a nítida percepção de que a principal candidatura de Minas está sendo usada como moeda de troca em negociações envolvendo alianças, palanque presidencial, chapas proporcionais e vagas ao Senado”, avalia o cientista político Samuel Oliveira, sobre as idas e vindas no Republicanos de Minas. "A eleição mineira, portanto, tornou-se imprevisível não apenas pela ausência do antigo líder, mas porque Lula, Zema e Flávio Bolsonaro ainda não conseguiram transferir sua força para candidaturas estaduais competitivas. Nesse ambiente, estabilidade pode se tornar um ativo eleitoral mais importante do que padrinho nacional”, diz Oliveira à Gazeta do Povo.

"Paradoxalmente, depois de tantas negociações de bastidor, pode vencer quem convencer o mineiro de que possui uma candidatura de verdade, e não apenas um nome provisório sobre a mesa de negociação”, acrescenta ele.

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