Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Economia da China cresce 4,5% no terceiro trimestre impulsionada por exportações

O Produto Interno Bruto chinês superou previsões de mercado, mas analistas apontam desequilíbrios causados pela baixa demanda interna e dependência externa.

Por Redação WebTV Brasil19/10/2026 às 09:012 min de leitura
Fonte: Money Times
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Economia da China cresce 4,5% no terceiro trimestre impulsionada por exportações
Imagem: Money Times

A economia da China registrou crescimento de 4,5% no terceiro trimestre, superando as expectativas de analistas. O resultado foi impulsionado pelo desempenho do setor exportador, que compensou a retração no consumo das famílias e a crise no mercado imobiliário, setor que enfrenta recessão há cinco anos. Dados oficiais divulgados nesta segunda-feira indicam que a produção industrial avançou 5,5% em setembro.

Apesar da expansão, analistas do banco ANZ alertaram que a dependência de fatores externos acentua desequilíbrios estruturais. A fraca demanda interna tem gerado guerras de preços e cortes de custos em empresas locais, levando fabricantes a priorizar o mercado internacional. O superávit comercial do país caminha para superar a marca de 1,2 trilhão de dólares registrada no ano passado.

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O cenário de alta nas exportações tem gerado tensões comerciais com outros blocos. A União Europeia planeja novas restrições para produtos chineses, após dados mostrarem aumento superior a 200% nos superávits comerciais de setembro com países como Alemanha e França, na comparação anual. Analistas da ITC Markets destacam que, embora a modernização industrial em setores como veículos elétricos e chips seja evidente, o crescimento chinês ainda carece de sustentabilidade interna.

O governo chinês mantém a meta de crescimento entre 4,5% e 5,0% para 2026, com a expectativa de atingir o objetivo sem a necessidade de novos estímulos econômicos. O iuan apresentou valorização nesta segunda-feira, alcançando o maior patamar desde julho de 2022. O mercado segue monitorando como as medidas protecionistas e os atritos geopolíticos podem impactar a trajetória econômica do país nos próximos meses.

Texto da redação a partir de reportagem de Money Times
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