Diocese de Jundiaí oficializa excomunhão de padre por adesão a grupo cismático
Por Gazeta do Povo Lab Por Camila Abrão 12/08/2026 às 01:58 O bispo de Jundiaí, dom Arnaldo Carvalheiro Neto, confirmou na última quinta-feira a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira Silva. A puniçã...

Por Gazeta do Povo Lab Por Camila Abrão 12/08/2026 às 01:58 O bispo de Jundiaí, dom Arnaldo Carvalheiro Neto, confirmou na última quinta-feira a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira Silva. A punição ocorre após o sacerdote aderir à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, organização que rompeu com a autoridade do Vaticano ao ordenar bispos sem autorização do papa Leão XIV. A decisão torna nulos os atos religiosos realizados pelo padre em seu ministério.
A excomunhão aconteceu porque o padre decidiu se integrar formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). Essa instituição é considerada cismática, ou seja, está em ruptura com a Igreja Católica oficial, pois desobedeceu ordens diretas do papa. O estopim recente para essa crise foi a ordenação de quatro novos bispos pela FSSPX em julho de 2026, realizada sem a permissão do papa Leão XIV.
De acordo com as leis da Igreja, participar ativamente de um grupo que não reconhece a autoridade do pontífice em questões de governo e fé resulta na expulsão automática da comunhão católica. Para quem frequenta as atividades do padre Rodrigo, a situação é séria sob a ótica da Igreja. O bispo diocesano alertou que os sacramentos realizados por ele, como a confissão (Penitência) e o matrimônio, agora são considerados nulos e sem qualquer validade religiosa.
Além disso, as missas e outros ritos celebrados no espaço coordenado pelo sacerdote em Campo Limpo Paulista são irregulares. O bispo pediu que os fiéis evitem essas celebrações, ressaltando que leigos que aderirem formalmente ao grupo cismático também podem sofrer a mesma pena de excomunhão aplicada ao padre. A FSSPX é um grupo tradicionalista fundado em 1970 que não aceita as mudanças trazidas pelo Concílio Vaticano II, ocorrido na década de 1960.
Eles rejeitam a missa moderna celebrada em português e defendem exclusivamente a missa tridentina, rezada em latim e de costas para o povo. O grupo também é contrário ao diálogo com outras religiões e à separação entre Estado e Igreja. Embora existam outros grupos que celebram a missa antiga em comunhão com o papa, a FSSPX se diferencia por não possuir um status legal dentro da hierarquia da Igreja Católica devido ao seu histórico de desobediência.
Antes da confirmação oficial da excomunhão, o padre Rodrigo de Oliveira Silva divulgou um vídeo justificando sua saída da paróquia de Ivoturucaia para se dedicar à FSSPX. Ele afirmou que prefere atuar em uma paróquia regular, mas argumentou que as atuais estruturas da Igreja estão mergulhadas em uma crise de doutrina e modernismo. Para ele, as paróquias comuns estariam propagando realidades que não seriam mais verdadeiramente católicas.
Atualmente, ele realiza campanhas de arrecadação financeira para comprar um imóvel em Campo Limpo Paulista, onde pretende manter o seu novo centro de culto. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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