Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

De terrorismo doméstico a polícia sul-americana, veja as propostas de Caiado para a segurança

O combate à "epidemia de violência disseminada por todo o país" possui destaque no plano de governo do candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado. Chamado de “Muito para mostrar, nada...

Por Reprodução22/08/2026 às 00:002 min de leitura
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De terrorismo doméstico a polícia sul-americana, veja as propostas de Caiado para a segurança
Imagem: Reprodução

O combate à "epidemia de violência disseminada por todo o país" possui destaque no plano de governo do candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado. Chamado de “Muito para mostrar, nada para esconder”, o plano reúne, em cerca de 100 páginas, as propostas para a segurança pública. "O governo federal assumirá liderança efetiva no combate às facções, milícias, narcotráfico, crimes digitais, corrupção e lavagem de dinheiro, em cooperação permanente com estados, municípios, Ministério Público, Judiciário e países vizinhos”, afirma o plano de governo oficial registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do ex-governador de Goiás.

"A prioridade será recuperar territórios, proteger fronteiras, controlar presídios, elevar a investigação e retirar do crime seu patrimônio e sua capacidade de corromper instituições”, continua o documento com as propostas do presidenciável do PSD na parte sobre segurança pública. São 14 propostas principais, a maioria voltada para combate a facções criminosas, violência contra mulheres e crianças, roubo de celulares e corrupção. Assim como todos os outros planos de governo estudados pela reportagem até aqui, as propostas de Caiado carecem de um cronograma objetivo de implantação, estimativa de custos e passo-a-passo detalhado — e muitas delas também dependem de aprovação no Congresso e mudanças na Constituição.

O programa planeja transformar a segurança pública em uma responsabilidade compartilhada entre a Presidência da República, um novo Ministério da Segurança Pública e um Conselho Estratégico Nacional, formado pelo presidente e por governadores. Uma das principais propostas é classificar facções como PCC, CV e milícias que dominem territórios e utilizem violência sistemática como organizações de “terrorismo doméstico”. O plano prevê penas mais rígidas para integrantes, financiadores e apoiadores dessas organizações, assim como o uso das Forças Armadas no combate às mesmas.

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