Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Corrida ao governo da Bahia tem polarização entre PT e herdeiro do clã Magalhães

A eleição para o governo da Bahia é considerada a maior disputa do Nordeste em números de eleitores com peso na corrida presidencial pela formação dos palanques no estado. Neste ano, o eleitorado já a...

Por Reprodução05/05/2026 às 18:003 min de leitura
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Corrida ao governo da Bahia tem polarização entre PT e herdeiro do clã Magalhães
Imagem: Reprodução

A eleição para o governo da Bahia é considerada a maior disputa do Nordeste em números de eleitores com peso na corrida presidencial pela formação dos palanques no estado. Neste ano, o eleitorado já assiste ao prelúdio do confronto entre o PT e o clã Magalhães, de Antônio Carlos Magalhães, o ACM, durante a pré-campanha, que aponta para a polarização no pleito de outubro entre os dois tradicionais grupos políticos baianos. A eleição de outubro deve ser uma reedição da disputa entre o governador baiano, Jerônimo Rodrigues (PT), e ACM Neto (União) travada em 2022, quando ambos foram para o segundo turno em um pleito decidido por uma diferença de aproximadamente 400 mil votos no quarto maior colégio eleitoral do país.

Incumbente do cargo, o governador buscará a reeleição com apoio de Lula e dos ex-governadores petistas Jaques Wagner e Rui Costa. A dupla estará na chapa de Rodrigues na disputa eleitoral pelas duas cadeiras do estado ao Senado. Enquanto Wagner disputará a reeleição, o ex-ministro Rui Costa deixou a Casa Civil no início de abril para se dedicar à campanha e reforçar o palanque do sucessor político na Bahia.

A hegemonia petista no estado dura quase 20 anos, desde a vitória de Wagner nas eleições de 2006. Depois de duas décadas de governos do PT, a gestão de Jerônimo Rodrigues sofre desgaste com a desaprovação de 50% do eleitorado, conforme a última pesquisa Real Time Big Data. De acordo com o levantamento, 31% dos entrevistados consideram a gestão do petista como ruim ou péssima, e 43% afirmam que o governo Rodrigues é regular.

Ainda segundo a pesquisa, a segurança pública é a principal preocupação da população da Bahia, sendo que 34% avalia que a área deve ser a prioridade na próxima gestão estadual. No meio político, o setor é considerado o calcanhar de Aquiles da campanha à reeleição de Rodrigues e da continuidade do PT no governo, por causa do aumento da violência e da expansão do crime organizado no estado. O Atlas da Violência 2025, organizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que a Bahia tem a segunda maior taxa de homicídios registrados por 100 mil habitantes no país: 43,9 conforme os dados mais recentes disponíveis, atrás somente do estado do Amapá, com taxa de 57,4.

Uma década antes, o estado ocupava o oitavo lugar nessa lista, o que representa um aumento de 11,7% no período analisado.

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