Corrida ao governo da Bahia tem polarização entre PT e herdeiro do clã Magalhães
A eleição para o governo da Bahia é considerada a maior disputa do Nordeste em números de eleitores com peso na corrida presidencial pela formação dos palanques no estado. Neste ano, o eleitorado já a...

A eleição para o governo da Bahia é considerada a maior disputa do Nordeste em números de eleitores com peso na corrida presidencial pela formação dos palanques no estado. Neste ano, o eleitorado já assiste ao prelúdio do confronto entre o PT e o clã Magalhães, de Antônio Carlos Magalhães, o ACM, durante a pré-campanha, que aponta para a polarização no pleito de outubro entre os dois tradicionais grupos políticos baianos. A eleição de outubro deve ser uma reedição da disputa entre o governador baiano, Jerônimo Rodrigues (PT), e ACM Neto (União) travada em 2022, quando ambos foram para o segundo turno em um pleito decidido por uma diferença de aproximadamente 400 mil votos no quarto maior colégio eleitoral do país.
Incumbente do cargo, o governador buscará a reeleição com apoio de Lula e dos ex-governadores petistas Jaques Wagner e Rui Costa. A dupla estará na chapa de Rodrigues na disputa eleitoral pelas duas cadeiras do estado ao Senado. Enquanto Wagner disputará a reeleição, o ex-ministro Rui Costa deixou a Casa Civil no início de abril para se dedicar à campanha e reforçar o palanque do sucessor político na Bahia.
A hegemonia petista no estado dura quase 20 anos, desde a vitória de Wagner nas eleições de 2006. Depois de duas décadas de governos do PT, a gestão de Jerônimo Rodrigues sofre desgaste com a desaprovação de 50% do eleitorado, conforme a última pesquisa Real Time Big Data. De acordo com o levantamento, 31% dos entrevistados consideram a gestão do petista como ruim ou péssima, e 43% afirmam que o governo Rodrigues é regular.
Ainda segundo a pesquisa, a segurança pública é a principal preocupação da população da Bahia, sendo que 34% avalia que a área deve ser a prioridade na próxima gestão estadual. No meio político, o setor é considerado o calcanhar de Aquiles da campanha à reeleição de Rodrigues e da continuidade do PT no governo, por causa do aumento da violência e da expansão do crime organizado no estado. O Atlas da Violência 2025, organizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que a Bahia tem a segunda maior taxa de homicídios registrados por 100 mil habitantes no país: 43,9 conforme os dados mais recentes disponíveis, atrás somente do estado do Amapá, com taxa de 57,4.
Uma década antes, o estado ocupava o oitavo lugar nessa lista, o que representa um aumento de 11,7% no período analisado.
Fique por dentro das principais notícias no WhatsApp
Receba em primeira mão alertas de política, economia e TV ao vivo.
Leia Também

Adriana Araújo critica declarações de Eduarda Campopiano sobre feminicídio
A jornalista Adriana Araújo rebateu a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano, que questionou a tipificação do crime de feminicídio no Brasil.

Inmet alerta para temporais no Centro-Sul e calor de 39 °C
Instituto Nacional de Meteorologia aponta chuvas intensas em várias regiões e temperaturas elevadas no Nordeste.

PF apreende R$ 2,85 milhões em bens e dinheiro vivo no primeiro turno
Balanço final da Polícia Federal aponta a apreensão de mais de 520 mil reais em espécie e a condução de 204 pessoas durante a votação de domingo.

Tempestades no Paraná deixam mais de 200 mil imóveis sem energia
Temporal com ventos de até 140 km/h atinge o Paraná e afeta o fornecimento de energia elétrica durante o dia de votação.