Sábado, 3 de outubro de 2026

Corretores viram marca pessoal no disputado mercado imobiliário de Santa Catarina 

Quem faz o trajeto do centro de Balneário Camboriú (SC) em direção à Praia Brava, em Itajaí, pela primeira vez, percebe um detalhe na paisagem um pouco incomum se comparado a outros grandes centros de...

Por Reprodução21/09/2026 às 00:002 min de leitura
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Corretores viram marca pessoal no disputado mercado imobiliário de Santa Catarina 
Imagem: Reprodução

Quem faz o trajeto do centro de Balneário Camboriú (SC) em direção à Praia Brava, em Itajaí, pela primeira vez, percebe um detalhe na paisagem um pouco incomum se comparado a outros grandes centros de investimento imobiliário: rostos de corretores de imóveis dividem espaço com fachadas de edifícios e apartamentos de frente para o mar em outdoors instalados em avenidas e acessos da região. Nas redes sociais, os mesmos profissionais se transformaram em verdadeiros influencers digitais, mostrando empreendimentos em vídeos capazes de decidir uma compra antes mesmo de uma visita ao imóvel. A cidade de Balneário Camboriú tinha 4.

663 corretores e 599 empresas imobiliárias registrados no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (Creci-SC) em 2025. Em todo o estado, eram 48.371 profissionais e 10.

544 empresas, segundo o conselho. No país, o Sistema Cofeci-Creci reunia cerca de 650 mil corretores e 74 mil empresas imobiliárias no mesmo ano. Em 2026, o número passou de 700 mil, segundo dados do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci).

O conselho atribui a transformação do setor a mudanças na prospecção, na abordagem, na angariação e na venda de imóveis. Nesse mercado, com milhares de corretores e produtos que podem ser ofertados por diferentes profissionais, parte da disputa se deslocou para o nome de quem faz a venda. Guilherme Pilger e Bruno Cassola, dois corretores que atuam no mercado catarinense, seguiram caminhos diferentes para transformar a própria imagem em ativo de negócio.

Um deles chegou à cidade em 2020 e ocupou outdoors para ser conhecido. O outro concluiu, depois de quase duas décadas de carreira, que seu nome convertia mais negócios do que a marca da própria imobiliária. Essa nova vitrine comercial explorada por ambos mistura publicidade de rua, conteúdo digital, relacionamento e uma disputa por confiança em negociações de alto valor.

Como esse modelo se consolidou no litoral catarinense e os limites que ele impõe à profissão são questões que ajudam a explicar a transformação em curso.

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