Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Conflito entre PCC e CV na “Rota Caipira” deixa rastro de violência no interior de SP

Execuções cinematográficas no meio da rua, chacinas e mais violência explícita em plena luz do dia na frente de testemunhas, tudo com um saldo de dezenas de mortos. Nos últimos anos, uma disputa nada ...

Por Reprodução09/04/2026 às 18:002 min de leitura
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Conflito entre PCC e CV na “Rota Caipira” deixa rastro de violência no interior de SP
Imagem: Reprodução

Execuções cinematográficas no meio da rua, chacinas e mais violência explícita em plena luz do dia na frente de testemunhas, tudo com um saldo de dezenas de mortos. Nos últimos anos, uma disputa nada silenciosa em uma cidade considerada estratégica para o tráfico de drogas e até então relativamente pacata no interior de São Paulo ameaça a frágil paz que vigora entre as duas principais facções criminosas do país,ao paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e a carioca Comando Vermelho (CV). No coração daquilo que ficou conhecida como "Rota Caipira" — corredor estratégico para o escoamento de entorpecentes que atravessam a fronteira vindos principalmente de Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia — Rio Claro, cidade de 200 mil habitantes localizada a 177 quilômetros da capital São Paulo em um entroncamento rodoviário importante, vive dias de terror com a infiltração de integrantes do CV em uma área até então controlada pelo PCC.

O que começou como uma dissidência interna no “ecossistema” do PCC evoluiu para uma franquia do crime carioca, importando métodos de violência que antes eram raros no interior paulista. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a cidade registrou 24 homicídios dolosos no último ano, sendo oito deles execuções — uma taxa de homicídios por 100 mil habitantes de 11,92, quase três vezes maior que média estadual. A cidade também teve assassinatos acima da média do estado em 2024.

Foram 32 homicídios dolosos, com uma taxa de 13,85 homicídios por 100 mil habitantes — mais que o dobro da média paulista (6,1). Desde 2022, a tendência é de aumento. Por trás dos números frios, acontece uma disputa feroz por controle e hegemonia em um dos principais polos logísticos de distribuição de entorpecentes na região, situado no principal corredor de exportação dos ilícitos andinos via grandes portos do Sudeste.

De acordo com investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil do estado, as desavenças começaram a se espalhar na região a partir de 2021.

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