Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Como o governo federal planeja destravar o setor de ferrovias no Brasil?

Por Gazeta do Povo Lab Por Ligia Martoni 16/03/2026 às 00:06 O governo federal aposta na Política Nacional de Outorgas Ferroviárias para modernizar a logística do país. O plano prevê oito leilões e 9 ...

Por Reprodução16/03/2026 às 06:003 min de leitura
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Como o governo federal planeja destravar o setor de ferrovias no Brasil?
Imagem: Reprodução

Por Gazeta do Povo Lab Por Ligia Martoni 16/03/2026 às 00:06 O governo federal aposta na Política Nacional de Outorgas Ferroviárias para modernizar a logística do país. O plano prevê oito leilões e 9 mil quilômetros de trilhos, unindo recursos públicos e privados para reduzir a dependência das rodovias e baratear o escoamento da produção nacional. O objetivo é acabar com décadas de estagnação e equilibrar o sistema de transporte brasileiro.

Hoje, o Brasil depende muito de caminhões para levar cargas por longas distâncias, o que é caro e ineficiente. A ideia é atrair R$ 600 bilhões em investimentos para criar corredores logísticos modernos, conectando as regiões produtoras aos portos de forma mais sustentável. Nas concessões, o governo define o projeto e o privado vence o leilão para operar grandes corredores nacionais.

Já nas autorizações, o setor privado tem mais liberdade para propor e construir trechos menores, como ramais que ligam fábricas às linhas principais. O governo defende que os dois modelos funcionam juntos: um cuida das 'avenidas' ferroviárias e o outro das vias de alimentação. O cronograma inclui projetos importantes como o Corredor Minas–Rio, a Malha Oeste e a Malha Sul (que atende Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

Também estão previstos trechos da Ferrovia Norte-Sul e da Fico-Fiol. Outro destaque é a Ferrogrão, projeto que o governo tenta destravar na justiça para organizar o fluxo de cargas e evitar o crescimento desordenado de estradas. Isso é fruto de erros históricos, como o foco exagerado em rodovias desde 1930 e a falta de padronização nos trilhos.

Existem hoje bitolas (distâncias entre os trilhos) diferentes no país, o que impede que o mesmo trem circule em toda a rede. Dos 30 mil quilômetros instalados, apenas 12 mil estão ativos, evidenciando o abandono de ramais que deixaram de ser lucrativos. O maior desafio é garantir que o dinheiro público prometido (cerca de R$ 140 bilhões) seja liberado conforme o previsto para dar segurança aos investidores.

Além disso, os editais precisam passar pelo rigor do Tribunal de Contas da União (TCU). Para tornar os negócios mais atraentes, o governo aumentou o tempo dos contratos, que agora podem durar até 70 ou 99 anos, permitindo que as empresas recuperem o investimento. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.

Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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