Como o cooperativismo transformou pequenos produtores em gigantes do agronegócio?
Por Gazeta do Povo Lab Por Bruno Maffi 28/02/2026 às 17:30 O cooperativismo agropecuário brasileiro vive um momento de força histórica, movimentando R$ 438,2 bilhões por ano e empregando 268 mil pesso...

Por Gazeta do Povo Lab Por Bruno Maffi 28/02/2026 às 17:30 O cooperativismo agropecuário brasileiro vive um momento de força histórica, movimentando R$ 438,2 bilhões por ano e empregando 268 mil pessoas. O modelo permitiu que agricultores ganhassem escala e tecnologia, transformando grupos como Copersucar, Coamo e Aurora em potências globais. As cooperativas têm um papel decisivo e respondem por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
Elas dominam áreas estratégicas, controlando 53% da produção nacional de grãos e fibras, além de serem responsáveis por 80% da carne suína produzida no país. O setor reúne mais de 1.100 organizações que ajudam produtores rurais a terem acesso a mercados e tecnologias que sozinhos não alcançariam.
Fundada em São Paulo em 1959 por usinas de açúcar, a Copersucar cresceu focando na exportação e logística. Recentemente, registrou um faturamento recorde de R$ 62,3 bilhões. A empresa é hoje uma das maiores exportadoras de açúcar do mundo e tem forte presença no mercado norte-americano de etanol.
O próximo passo da gigante é expandir a produção de biometano, um gás combustível renovável feito a partir de resíduos agrícolas. A Coamo nasceu em 1970 no Paraná, através da união de apenas 79 produtores em uma região que sofria com terras ácidas e falta de máquinas. Com o acesso à tecnologia e a organização das vendas, ela se tornou a maior potência individual do agronegócio brasileiro.
Hoje, conta com mais de 32 mil cooperados e distribuiu em 2025 mais de R$ 716 milhões em sobras, que é o lucro devolvido aos agricultores proporcionalmente à produção de cada um. Sediada em Chapecó (SC), a Aurora é um exemplo de intercooperação, pois une 14 cooperativas diferentes. Ela faturou R$ 24,9 bilhões em 2024 e exporta para mais de 80 países.
Sua força vem do processamento de proteína animal, com foco em aves, suínos e lácteos. A marca hoje atinge quase 80% dos lares brasileiros e projeta ampliar sua capacidade de abate para 40 mil suínos por dia em 2026. A principal vantagem é o ganho de escala.
Pequenos e médios produtores se organizam em rede para comprar insumos mais baratos, acessar crédito, obter assistência técnica de ponta e agregar valor aos seus produtos através da industrialização. Além disso, o cooperativismo promove o desenvolvimento regional, já que os resultados financeiros permanecem na comunidade e são reinvestidos na modernização das propriedades dos associados. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.
Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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