Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Como o combate ao crime organizado está mudando o mercado de combustíveis?

Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 15/04/2026 às 13:34 Megaoperações policiais contra fraudes e lavagem de dinheiro do PCC redesenharam o ranking de distribuidoras de combustível no Brasil em 20...

Por Reprodução15/04/2026 às 18:003 min de leitura
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Como o combate ao crime organizado está mudando o mercado de combustíveis?
Imagem: Reprodução

Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 15/04/2026 às 13:34 Megaoperações policiais contra fraudes e lavagem de dinheiro do PCC redesenharam o ranking de distribuidoras de combustível no Brasil em 2025. Com a queda de empresas de fachada, gigantes como Vibra, Raízen e Ipiranga recuperaram mercado, trazendo mais transparência ao setor. A principal causa foi a intensificação de operações policiais e do Ministério Público, como a Carbono Oculto e a Soldi Sporchi.

Essas ações miraram empresas suspeitas de lavar dinheiro para facções criminosas, como o PCC. Sem o fluxo de dinheiro ilícito e com a fiscalização mais rígida, distribuidoras que cresceram rápido demais e sem infraestrutura real acabaram perdendo espaço ou desaparecendo do mercado. Facções criminosas utilizavam o setor para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

Eles financiavam a compra de grandes volumes de combustível e os vendiam abaixo do preço de custo. Para lucrar, aplicavam esquemas de sonegação de impostos (especialmente o ICMS) e adulteravam o produto com substâncias como o metanol, criando uma concorrência desleal que asfixiava as empresas que trabalham dentro da legalidade. As grandes distribuidoras tradicionais, conhecidas como as 'gigantes' do setor, recuperaram o terreno perdido.

Vibra (postos BR), Raízen (Shell) e Ipiranga viram suas fatias de mercado crescerem em 2025. No estado de São Paulo, o impacto foi ainda maior, com empresas de médio porte, como a Avant e a ALL, chegando a dobrar sua participação nas vendas após a saída das empresas investigadas por fraude. Até então, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) dependia de informações que as próprias empresas declaravam.

Com o novo acesso a dados fiscais permanentes, como notas eletrônicas, o governo pode cruzar informações em tempo real. Isso permite identificar rapidamente se uma distribuidora comprou uma quantidade e vendeu outra, atacando diretamente a sonegação estruturada que mantinha os preços predatórios das distribuidoras piratas. Sim, a longo prazo o benefício é a maior segurança sobre a qualidade do combustível e a redução de assimetrias competitivas.

Embora o preço predatório das empresas de fachada parecesse vantajoso, ele escondia produtos adulterados e rombos bilionários nos cofres públicos. Com o mercado mais limpo, grandes investidores voltam a se interessar pelo setor, o que estimula a eficiência e a arrecadação de estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.

Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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