Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Como o Círio de Nazaré se tornou uma das maiores procissões do planeta?

Por Gazeta do Povo Lab Por Caroline Figueiredo 20/04/2026 às 21:12 O Círio de Nazaré, realizado anualmente em Belém, no Pará, consolidou-se como uma das maiores manifestações católicas do mundo, atrai...

Por Reprodução21/04/2026 às 00:003 min de leitura
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Como o Círio de Nazaré se tornou uma das maiores procissões do planeta?
Imagem: Reprodução

Por Gazeta do Povo Lab Por Caroline Figueiredo 20/04/2026 às 21:12 O Círio de Nazaré, realizado anualmente em Belém, no Pará, consolidou-se como uma das maiores manifestações católicas do mundo, atraindo milhões de fiéis em outubro. Em 2025, a procissão principal reuniu 2,6 milhões de devotos em uma celebração secular de fé, cultura e intenso impacto econômico. A tradição começou no ano de 1700, após um homem chamado Plácido encontrar uma pequena imagem de Nossa Senhora de Nazaré às margens de um igarapé.

A primeira procissão oficial, porém, só foi organizada em 1793. Desde então, o evento cresceu a ponto de ser reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, reforçando sua importância histórica e espiritual para o Brasil. A organização é um trabalho permanente que dura o ano inteiro.

Assim que termina uma edição, a Diretoria da Festa de Nazaré inicia balanços técnicos sobre segurança, saúde e mobilidade. Mais de 20 mil voluntários atuam nos bastidores para garantir o acolhimento, oferecendo desde refeições e atendimentos de saúde até o tradicional ritual de lava-pés para os peregrinos que caminham longas distâncias. A corda é um dos maiores símbolos do Círio e serve para puxar a berlinda que carrega a imagem da santa.

Por ser o ponto de maior contato físico e pressão dos fiéis, o isolamento desse elemento é planejado minuciosamente com as forças de segurança. A ideia é criar corredores humanos e monitoramento constante para evitar acidentes durante o trajeto de 3,6 quilômetros, que pode levar até cinco horas. A maioria das atividades, como as romarias e missas nas ruas, é gratuita e aberta ao público.

A única exceção é a venda de ingressos para as arquibancadas montadas em pontos estratégicos, como a Avenida Presidente Vargas. Em edições recentes, os valores variaram entre R$ 130 e R$ 230, dependendo do setor e do dia do evento, sendo uma opção para quem busca assistir ao cortejo com mais conforto. O evento é um motor econômico gigante para o Pará.

Em 2025, o turismo religioso injetou cerca de R$ 210 milhões apenas na capital, Belém, com um impacto total no estado superior a R$ 1,2 bilhão. Cerca de 100 mil turistas visitam a cidade no período, movimentando setores como hotelaria, que opera com ocupação máxima, além de restaurantes, transportes e o comércio de artigos religiosos e artesanato. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.

Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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