Como o Brasil pode combater o avanço do narcoestado?
Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 28/02/2026 às 23:07 Especialistas em segurança pública defendem que a reversão do narcoestado no Brasil exige inteligência, integração policial e asfixia finan...

Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 28/02/2026 às 23:07 Especialistas em segurança pública defendem que a reversão do narcoestado no Brasil exige inteligência, integração policial e asfixia financeira do crime organizado. O foco deve ser o controle de presídios e fronteiras, além de políticas públicas em áreas vulneráveis dominadas por facções. A asfixia financeira é apontada como a estratégia mais eficaz.
Isso significa 'seguir o dinheiro' por meio do rastreamento de transações financeiras ilícitas e o combate rigoroso à lavagem de capitais. Ao quebrar a coluna financeira, o Estado reduz o poder de corrupção do crime, além de dificultar a compra de armas e drogas. Especialistas sugerem que órgãos como a Receita Federal e o Coaf sejam muito mais ativos nesse processo.
Atualmente, os presídios funcionam como centros de comando para as facções. Para reverter isso, é necessária uma reforma profunda que inclua gestão profissional, separação rigorosa de perfis de presos e o isolamento total de lideranças de alta periculosidade. Enquanto as ordens continuarem saindo de dentro das cadeias para as ruas, as demais ações policiais terão resultados apenas superficiais.
Como o crime se nacionalizou e se tornou transnacional, o Estado também precisa atuar de forma unificada. Isso envolve o compartilhamento obrigatório de informações, a criação de bancos de dados únicos e a atuação conjunta entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais. O objetivo é evitar disputas de competência e garantir que a investigação seja tão móvel e sofisticada quanto a logística das organizações criminosas.
O crime organizado se instala onde o Estado está ausente. Por isso, especialistas defendem uma Política Nacional de Territórios Críticos para retomar áreas dominadas. Essa presença não deve ser apenas policial, mas incluir políticas públicas de educação, cultura e geração de renda nas comunidades vulneráveis, oferecendo alternativas reais aos jovens para evitar que sejam aliciados pelas facções.
É essencial reforçar o controle das fronteiras secas e molhadas (portos e rios) para barrar a entrada de armas e drogas. Isso demanda uma melhor cooperação jurídica e policial internacional, especialmente com países vizinhos e parceiros globais, já que muitas facções brasileiras agora operam de forma articulada com grupos na África e na Europa, tornando-se redes criminosas transnacionais. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.
Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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