Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Como megaoperações contra o crime redesenham o ranking das maiores distribuidoras de combustível

O setor de combustíveis no Brasil encerrou o último ano com marcas históricas e reviravoltas surpreendentes. Segundo dados consolidados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis...

Por Reprodução15/04/2026 às 12:002 min de leitura
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Como megaoperações contra o crime redesenham o ranking das maiores distribuidoras de combustível
Imagem: Reprodução

O setor de combustíveis no Brasil encerrou o último ano com marcas históricas e reviravoltas surpreendentes. Segundo dados consolidados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o consumo de diesel atingiu o recorde de 69,47 bilhões de litros, enquanto a gasolina avançou 5,1%, chegando a 46,65 bilhões de litros. Por trás desses números, ocorre uma transformação silenciosa e profunda na organização deste mercado.

O ranking das maiores distribuidoras do Brasil, antes congestionado por empresas de crescimento súbito e origem duvidosa, está sendo redesenhado. No estado de São Paulo, principal mercado consumidor de combustíveis do país, a lista das maiores vendedoras do segmento mudou drasticamente entre o fim de 2024 e o fim de 2025, segundo a ANP. Cinco das dez primeiras colocadas não apenas despencaram no ranking como praticamente desapareceram após as megaoperações policiais contra empresas suspeitas de fraudes no setor no ano passado.

Em 2024 Raízen, Ipiranga e Vibra ocupavam o pódio com 21,68%, 19,01% e 16,35% de participação no mercado, respectivamente. Em 2025, as fatias passaram para 23,53%, 20,71% e 18,41%. Maximus, Estrela, Arka, Duvale e Petroworld, que em 2024 ocupavam respectivamente a quarta, sexta, sétima, oitava e nona colocação no ranking das maiores distribuidoras do estado, praticamente desapareceram.

A reportagem da Gazeta do Povo tentou contato com as cinco empresas e não localizou um representante para comentar os motivos do encolhimento do negócio. O espaço continua aberto para manifestações. No estado, empresas de médio porte dobraram sua fatia de mercado com a saída das suspeitas de fraude.

A Avant, hoje a quarta maior no estado, por exemplo, passou de 1,9% para 3,8% das vendas. A fatia de mercado da ALL, a quinta, subiu de 1,5% para 2,8%.

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