Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Como funciona a tecnologia da PF que recupera dados apagados de celulares?

Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 10/03/2026 às 13:44 A Polícia Federal utiliza ferramentas avançadas para acessar dados de celulares apreendidos, como os do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A tecn...

Por Reprodução10/03/2026 às 18:002 min de leitura
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Como funciona a tecnologia da PF que recupera dados apagados de celulares?
Imagem: Reprodução

Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 10/03/2026 às 13:44 A Polícia Federal utiliza ferramentas avançadas para acessar dados de celulares apreendidos, como os do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A tecnologia permite quebrar senhas, contornar criptografia e recuperar mensagens que foram apagadas ou enviadas com o recurso de visualização única. A ferramenta principal é o UFED, da empresa israelense Cellebrite.

Conhecida como uma 'maleta espiã', ela combina equipamentos físicos e programas de computador que conseguem invadir celulares e tablets. O sistema extrai fotos, áudios, vídeos, histórico de e-mails e até conversas em aplicativos de mensagens como WhatsApp e redes sociais. Isso acontece devido aos 'metadados'.

Quando um arquivo é criado, enviado ou excluído, o sistema eletrônico do celular guarda registros ocultos dessas operações. Mesmo que o conteúdo visual desapareça, esses rastros permanecem no dispositivo. Peritos conseguem analisar esses dados para remontar a informação original e provar que ela existiu.

Diferente de vírus que infectam aparelhos pela internet, essa tecnologia específica não funciona remotamente. É necessário que o celular ou tablet seja conectado fisicamente à 'maleta' através de cabos especiais. Uma vez conectado, o sistema consegue acessar o conteúdo de quase qualquer marca ou geração, de iPhones a aparelhos com sistema Android.

Sim. A maleta espiã e seus softwares complementares são projetados para extrair as informações independentemente do uso de senhas ou da criptografia do aparelho. Além dos dados internos, os investigadores conseguem acessar arquivos salvos na 'nuvem' e registros de GPS, que mostram os lugares por onde o dono do celular passou.

Sim, pois os relatórios gerados por esses programas são auditáveis e certificados. Eles seguem parâmetros internacionais e a legislação brasileira, o que garante que as informações não foram alteradas pela polícia durante a perícia. Isso permite que mensagens e contatos extraídos sejam aceitos em tribunais como provas legítimas de crimes.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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