Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Clientela comum das canetas emagrecedoras ilegais esconde rede criminosa organizada

Quem compra uma caneta emagrecedora ilegal em um camelô ou em um grupo de bairro dificilmente se vê como cliente do crime organizado. Por trás dessa aparência de informalidade, uma rede vem se profiss...

Por Reprodução16/08/2026 às 18:002 min de leitura
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Clientela comum das canetas emagrecedoras ilegais esconde rede criminosa organizada
Imagem: Reprodução

Quem compra uma caneta emagrecedora ilegal em um camelô ou em um grupo de bairro dificilmente se vê como cliente do crime organizado. Por trás dessa aparência de informalidade, uma rede vem se profissionalizando: depósitos no Paraguai despacham cargas de milhares de ampolas direto para caminhões, sem passar pelo varejo. A Polícia Federal (PF) apreendeu 165,6 mil unidades de medicamentos para emagrecimento no Brasil de janeiro até o início de junho.

O volume é quase o triplo das 60,9 mil unidades recolhidas durante todo o ano de 2025. Pelas dimensões relativamente pequenas dos produtos, o trabalho de fiscalização tem feito flagrantes das mais variadas formas: neste início de agosto, a Receita Federal detectou um motorista que transportava remédios para emagrecer em esconderijo na própria bota, por exemplo. O levantamento por estado enviado pela PF à Gazeta do Povo classifica os produtos de forma ampla como emagrecedores.

A relação não informa quantas unidades eram canetas, ampolas ou outras apresentações, mas mostra a velocidade com que esses medicamentos ganharam espaço no mercado ilegal. O estado do Paraná responde por 56,2% do volume apreendido, com quase 93 mil unidades. São Paulo aparece depois, com 40,9 mil.

Os dois estados concentram 80,9% do total. A PF registrou apreensões em 26 unidades da Federação; apenas Tocantins não aparece no levantamento (veja mapa abaixo).

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