Domingo, 1 de novembro de 2026

Circuito das Águas Paulista tem 350 produtores de cachaça e 15 legais

Região paulista ganha selo de origem, mas enfrenta desafios com a clandestinidade e impostos.

Por Redação WebTV Brasil01/11/2026 às 12:032 min de leitura
Fonte: Gazeta do Povo (Leia)
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Circuito das Águas Paulista tem 350 produtores de cachaça e 15 legais
Imagem: Gazeta do Povo

O Circuito das Águas Paulista reúne 350 produtores de cachaça artesanal, mas apenas 15 possuem registro oficial junto aos órgãos competentes. A informação foi divulgada pela Associação de Produtores de Cachaça de Alambique do Circuito das Águas Paulista. Mesmo com a alta taxa de informalidade, a região conquistou recentemente a Indicação de Procedência, selo de origem certificada que busca ampliar a credibilidade e estimular o turismo rural.

A produção local tem raízes históricas ligadas à imigração europeia no final do século XIX. Famílias que trabalhavam na cafeicultura passaram a fabricar a bebida após receberem alambiques como pagamento de dívidas. Atualmente, as fazendas da região utilizam diferentes tipos de madeira para o envelhecimento, como carvalho, bálsamo e umburana, o que confere características aromáticas específicas aos destilados comercializados.

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Para fomentar a economia regional, foram lançadas as Rotas da Cachaça de São Paulo, integrando 11 estabelecimentos em municípios como Amparo, Serra Negra e Socorro. Segundo a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, a iniciativa fortalece os pequenos negócios locais, movimentando hotéis, restaurantes e o comércio de produtos artesanais. O Ministério da Agricultura e Pecuária também prestou apoio técnico no processo de certificação dos alambiques.

Apesar dos reconhecimentos nacionais e internacionais obtidos por marcas da região, os produtores apontam obstáculos operacionais consideráveis. Entre as principais dificuldades citadas estão a carga tributária elevada, a concorrência com a fabricação industrial em larga escala, a escassez de mão de obra e o custo elevado de análises laboratoriais obrigatórias.

A regularização perante o poder público é apontada pelas lideranças do setor como condição básica para garantir a segurança dos consumidores e o acesso a novos mercados. Os produtores avaliam que a autenticidade e a preservação das receitas tradicionais funcionam como pilares para a sustentabilidade econômica das famílias locais e para a consolidação da identidade cultural do território paulista.

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