Sábado, 3 de outubro de 2026

Cheia arrasa polo de banana e expõe prejuízo milionário no maior estado produtor do país

A cheia do Rio Ribeira de Iguape, no Vale do Ribeira, no interior de São Paulo, atingiu cerca de 11 milhões de pés de banana e deixou um prejuízo estimado em R$ 175 milhões na produção agrícola. O imp...

Por Reprodução30/09/2026 às 18:002 min de leitura
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Cheia arrasa polo de banana e expõe prejuízo milionário no maior estado produtor do país
Imagem: Reprodução

A cheia do Rio Ribeira de Iguape, no Vale do Ribeira, no interior de São Paulo, atingiu cerca de 11 milhões de pés de banana e deixou um prejuízo estimado em R$ 175 milhões na produção agrícola. O impacto ocorreu na principal região produtora de banana do estado paulista, que liderou o país em valor da produção da fruta em 2025, de acordo com o IBGE. Em estimativa inicial, a Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) calcula mais de 7 mil hectares a área alcançada pelas águas e em R$ 210 milhões o valor necessário para a recuperação das áreas afetadas, números que ainda podem mudar.

"A estimativa é feita com base em um levantamento que fizemos com a Embrapa sobre as áreas produtoras próximas ao Rio Ribeira", afirma Rafael Peniche, secretário da Abavar. Ele acrescenta que ainda há locais sem acesso e até bananais debaixo d’água "Então, o tamanho real da perda só será conhecido posteriormente". As chuvas começaram na primeira quinzena de setembro e, de acordo com o presidente do Sindicato Rural do Vale do Ribeira, Jairo Adilson de Oliveira, o Rio Ribeira de Iguape atingiu o pico da cheia no dia 16.

Eldorado, Sete Barras e Registro estão entre os municípios mais afetados. Somente em Registro, aproximadamente 1,5 mil hectares de banana foram atingidos, de acordo com Oliveira. Nem toda planta alcançada pela água está perdida.

Parte dos produtores tentará recuperar os bananais com adubação e outros tratos depois que a água baixar. Como a banana é uma cultura permanente, colhida durante todo o ano, parte do impacto ainda deve aparecer nos próximos meses. "Existe o prejuízo momentâneo da perda, onde não pode ser feita a colheita", afirma Oliveira, em entrevista à Gazeta do Povo.

De acordo com ele, os reflexos da enchente sobre algumas áreas ainda poderão ser sentidos em cerca de três meses.

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